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Policial

Decon apreende mais de duas toneladas em produtos de origem animal em Maracajú e região

Dentre as diligências, foram realizadas fiscalizações em diversos estabelecimentos comerciais, especialmente em supermercados e açougues.

Assessoria

30 de Maio de 2014 - 15:30

Policiais civis da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo), em ação conjunta com fiscais agropecuários da Iagro (Agência Estadual de Vigilância Sanitária) e do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), realizaram durante todo o mês de maio, ações em Maracaju e região, visando combater a prática de abate clandestino de animais e a comercialização de produtos e subprodutos de origem animal impróprios para o consumo. Mais de duas toneladas de alimentos foram apreendidas.

Dentre as diligências, foram realizadas fiscalizações em diversos estabelecimentos comerciais, especialmente em supermercados e açougues.

Em Maracaju, os locais fiscalizados em que foram encontrados produtos de origem animal sem inspeção sanitária do órgão competente tiveram os proprietários multados e os produtos apreendidos. Os donos desses estabelecimentos responderão na forma administrativa e criminal.

Na cidade de Itaporã, além da fiscalização nos estabelecimentos, foram apreendidas carnes de origem clandestina e consequente autuação dos seus proprietários. Foi localizada uma chácara onde ocorria abate clandestino de porcos e bois, além de carcaças dos animais abatidos.

O proprietário do local foi encaminhado para a Delegacia de Itaporã e teve os objetos utilizados na prática do delito apreendidos. Todo o material apreendido foi destruído junto ao aterro sanitário da cidade, acompanhado do agente da vigilância sanitária local.

As ações tiveram como objetivo orientar os comerciantes, porém, demonstra a prática usual de abate clandestino em localidades que não possuem abatedouro, bem como o descumprimento das normas sanitárias vigentes, o que configura não só crimes, mas o desrespeito para com as normas de saúde pública e para com as pessoas que poderão consumir tais produtos, bem como concorrência desleal, trazendo prejuízos aos fornecedores sérios que atendem as normas sanitárias corretas.

Os fiscais alertam ainda que o consumo desses produtos podem acarretar diversas doenças para o ser humano, como brucelose, tuberculose, cisticercose entre outras, e ocasionando transtornos gástricos tais como diarreia e vômitos, podendo levar a morte.