Policial
Defensoria vai à Justiça para reduzir entrada de detentos nos presídios de MS
O Defensor Fábio Rogério ressalta que o objetivo é realizar esta analise em todos os presídios do Estado.
Midiamax
04 de Maio de 2016 - 16:53
Depois da apuração preliminar da super lotação no Estabelecimento Penal Jair Ferreira, a Penitenciária de Segurança Máxima da Capital, através de laudos, a Defensoria Pública informou que entrará com uma Ação Civil pública contra o Estado para que sejam criadas novas vagas para colocar os presos que excedem a capacidade máxima da unidade.
A decisão foi apresentada durante uma reunião entre o presidente do Sinsap/MS (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul), André Luiz Santiago,os defensores púbicos Fábio Rogério Rombi, coordenador do núcleo das ações Institucionais e Estratégicas da Defensoria Publica de MS e Cahuê Duarte Urdiales, lotado na 3ª Defensoria Pública Estadual da Comarca de Campo Grande e o deputado Pedro Kemp.
Ainda será solicitado ainda uma tutela de urgência para que seja permitida a entrada de um preso para cada dois que saírem até que seja ajustada a capacidade do local. Segundo informações da assessoria de comunicação do Sinsap/MS na reunião foi apresentado o relatório final do procedimento para apuração preliminar da superlotação no estabelecimento penal onde consta o laudo da Vigilância Sanitária e o do Ministério do Trabalho.
O Defensor Fábio Rogério ressalta que o objetivo é realizar esta analise em todos os presídios do Estado. A realidade precária que existe hoje no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, se repete nas demais unidades do Sistema Prisional do Estado. Já o presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária, André Luiz Santiago acredita que este é o primeiro passo para oferecer condições humanas de trabalho aos servidores
Laudo
O laudo da Vigilância Sanitária apontou que o presídio apresenta condições insalubres que oferecem riscos tanto aos servidores quanto aos internos. Já o Ministério do Trabalho conclui que deve ser realizado urgentemente um concurso público para contratação de novos servidores, já que atualmente o presídio funciona com 11 plantonistas quando o necessário seria 400.
Segundo o sindicato a Organização Internacional e Nacional do Trabalho e o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária determina que nos estabelecimento penais haja ao menos um agente para cada cinco presos. Um trecho do relatório destaca que o número de presos na penitenciária hoje ultrapassa três vezes e meio sua capacidade.
A estrutura que era para receber 642 presos está com 2.306 detentos, ultrapassando três vezes e meio a capacidade máxima de encarceramento da unidade. O que reflete tanto na precariedade de atendimento da unidade quanto na segurança dos servidores que trabalham com um número reduzido de 11 agentes por plantão, o que torna impossível uma vistoria rigorosa o que explica notícias tão comuns quanto à existência de celulares, armas, drogas e de que a ordem para vários crimes ocorridos na cidade tenham partido de lá.
O relatório destacou ainda que o Poder Judiciário deve ser chamado para exercer o controle sobre a falta de políticas públicas de construção contínua de presídios, pois sua eventual omissão nesse campo representa a legalização da barbárie que impera dentro dos presídios super lotados e se constituirá em fonte de insegurança para toda a sociedade.
Outro trecho do relatório se refere ao Estada como um sistema falido que notoriamente não tem desde há muito tempo o controle da situação e isso coloca em risco a vida, integridade física e patrimônio de toda sociedade que fica sujeita as ações planejadas e ordenadas por pessoas que já se encontram presas e, por isso, não deveriam oferecer mais riscos a segurança da sociedade.




