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Policial

Depois de 5 meses, mortes de primos continuam impune e familiares cobram justiça

O tempo não conseguiu apagar a dor pela perda dos dois jovens, nem a indignação dos familiares.

Flávio Paes/Região News

09 de Agosto de 2015 - 21:03

Transcorridos cinco meses das mortes dos primos Diego Santos Soares, 22 anos e Rogério Soares Rodrigues, 17 anos, perseguidos e assassinados no centro da cidade, os crimes continuam impunes. O inquérito ainda não foi concluído, ninguém foi indiciado e o único suspeito, está em liberdade depois de prestar depoimento.

O tempo não conseguiu apagar a dor pela perda dos dois jovens, nem a indignação dos familiares. Diego e Rogério foram assassinados dia 07 de março, um sábado à noite. Neste domingo em meio à comoção provocada pela morte da jovem Aryani Oliveira, assassinada a facada durante festa realizada num local conhecido como buracão na saída para Quebra Coco, Bruna Dallagostini, cunhada de Diego, postou nas redes sociais mensagem em tom de desabafo, em que pede justiça.

Num relato pungente, Bruna questiona: “Será que existe mesmo justiça nesse pais? Por que o caso foi esquecido? Já se passaram 5 meses desde o assassinato brutal dos primos Diego Santos Soares e Rogério Soares Rodrigues. A família ainda se encontra muito abalada com os acontecimentos e com a demora para a solução do caso, pedem que a justiça seja feita e uma resolução para o crime seja encontrada. JUSTIÇA!

Depois de 5 meses, mortes de primos continuam impune e familiares cobram justiçaNa postagem Bruna relata as circunstâncias em que o duplo homicídio foi cometido na noite daquele dia 7 de março. O primeiro a ser golpeado foi Diego que atingido na região do tórax, caiu se esvaindo em sangue e morreu. Seu primo Rogério tentou escapar. Perseguido pela Avenida Dorvalino dos Santos, foi alcançado na altura de uma farmácia, sendo assassinado com golpe de faca pelas costas na altura do pescoço.

Na época, a Polícia Civil analisou as imagens de câmeras de segurança de lojas em frente à praça para tentar identificar algum dos autores, mas até hoje não obteve êxito. Os pais de Diego, Ivanilson Lopes e Simone Francisca dos Santos, embora sejam de Sidrolândia, há sete anos moram em Rio Verde onde trabalham numa propriedade rural. 

Dona Simone ainda não se recuperou da perda e diz que neste tempo todo, não recebeu nenhuma informação da Polícia sobre o rumo das investigações. Continua querendo resposta para saber o que de fato aconteceu naquele sábado trágico. Diego morreu quando seu filho recém tinha completado 10 meses.  

O suspeito do crime, que se chamaria Allisson, apresentou-se na Delegacia acompanhado de advogado, negou qualquer envolvimento no duplo homicídio e foi para casa. O rapaz, que teria uma dívida de R$ 2 mil com Diego, referente a um compra de Gol, estava protelando o pagamento.

Diego morreu dois dias antes de trocar Sidrolândia por Rio Verde, onde chegou a comprar terreno para construir casa e ficar perto dos pais. Na quinta-feira anterior ao crime, falou por telefone com dona Simone, sua mãe, quando relatou que Alisson, o rapaz que comprou seu carro e ainda lhe devia R$ 2 mil, não estava atendendo suas ligações.

A mãe dele teria assumido o compromisso de pagar a dívida em quatro parcelas de R$ 500.00. “Aconselhei a ele que aceitasse a proposta para não ficar no prejuízo”, conta dona Simone. Segundo Cléia Aparecida, mãe de Rogério, o garoto e o primo teriam ido à praça em companhia do sogro de Diego, que os deixou em frente da casa dela na Rua Rui Barbosa, no Bairro São Bento.

Sem que ela percebesse, pegaram as bicicletas e foram para a praça. Por volta das 0h20min ligou para o filho que disse estar comendo um lanche e logo iria para a casa. Quarenta minutos depois, recebeu uma nova ligação, desta vez, para ser informada da dupla tragédia. Rogério tinha sido esfaqueado e estava no hospital, onde acabou morrendo. Tentou ligar para Diego, quando tomou conhecimento de que também tinha morrido.