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Policial

Depois de índio ser baleado, pecuarista é sequestrado e mantido em cárcere

O índio que prestou as informações disse que estão revoltados porque este foi o segundo caso de moradores da comunidade baleado na última semana.

Correio do Estado

18 de Março de 2016 - 09:45

Depois de um índio da aldeia Jaguapiru, em Dourados, ser baleado pelas costas, pecuarista, de 46 anos, foi sequestrado e mantido em cárcere privado, na noite de ontem (17).

De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, o pecuarista disse que andava de bicicleta por estrava vicinal quando foi surpreendido por grupo de índios e sequestrado. O pecuarista não foi agredido, mas foi mantido em cárcere privado durante horas.

Um delegado, que atua em Fátima do Sul, é amigo do pecuarista e foi chamado para intervir na situação. Ele contou que chegando ao local, junto à família do pecuarista, foi cercado por cerca de 60 índios, armados com facas, foices e rojões. Para preservar a integridade de todos, decidiu sair e chamar apoio de policiais militares e federais.

Às autoridades policiais, um indígena disse que havia prendido o pecuarista em retaliação à tentativa de homicídio que um dos moradores da comunidade recém havia sofrido, sendo atingido por um tiro nas costas. A vítima teria sido socorrida pelos colegas da aldeia e levada até o Hospital da Vida.

O índio que prestou as informações disse que estão revoltados porque este foi o segundo caso de moradores da comunidade baleado na última semana.

A negociação pelo soltura do pecuarista durou cerca de 40 minutos, até que os índios o libertaram do cativeiro. Segundo a polícia, por causa do grande número de indígenas, não foi possível identificar o autor do sequestro e cárcere.

MAIS CONFUSÃO

Além do impasse com produtores por disputa de terras, índios estariam em conflito entre eles. Moradores de outras comunidades teriam invadido a área da aldeia Bororó e houve até promessa de derramamento de sangue. A informação é que os invasores estariam maltratando e provocando as pessoas que moram na localidade.

"O clima é pesado. Pessoas da comunidade nos procuraram para relatar que estão sendo maltratados por esses indígenas. Eles não fazem parte de nossa aldeia, não moram aqui e se houver algum ataque, haverá represália, com a possibilidade de derramamento de sangue", declarou o capitão Bororó Gaudêncio Benitez, ontem (17).