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Policial

Depois de sete meses, policia ainda não concluiu inquérito sobre a morte de médico

Francis, que trabalhou em Sidrolândia, foi encontrado morto com um tiro no tórax, no dia 22 de janeiro

Flavio Paes/Região News

13 de Agosto de 2016 - 13:12

A Polícia Civil de Sidrolândia, transcorridos sete meses da morte do médico Francis Giovani Celestino, 31 anos, ainda não concluiu o inquérito aberto para apurar se ele foi vítima de homicídio ou cometeu suicídio. Francis, que trabalhou em Sidrolândia, foi encontrado morto com um tiro no tórax, no dia 22 de janeiro, dentro do carro que conduzia uma BMW, perto da pedreira na estrada de acesso à Fazenda Piana.

O delegado Carlos Trevelim está aguardando que a Justiça determine a Apple, empresa fabricante do aparelho celular do médico, para ter acesso a dados armazenados no telefone, já que a perícia não conseguiu apurar o conteúdo das ligações. Isto fundamental para a Polícia possa concluir o que de fato aconteceu. O delegado está convencido de que foi suicídio. “A medida foi tomada para esgotar as vias de informação. Se tiver alguma informação de muita relevância, continua o inquérito, caso contrário, é só encerrar”.

Segundo o delegado da 6ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, Edmilson José Holler, que atendeu a ocorrência na época, já que o delegado responsável, Carlos Eduardo Trevelim Milan, de Sidrolândia, tanto a esposa quanto os colegas de trabalho de Francis afirmaram em depoimento que o médico tinha uma jornada diária de 18 anos, tomava medicamentos controlados. “Era um médico bem atuante e responsável, pessoal gostava muito dele”, revela o delegado. Francis trabalhava como médico residente no Hospital Nosso Lar e no Hospital Universitário (HU) da Capital.

Na época, Holler chegou a afirmar que o médico estava se sentindo pressionado no trabalho e fazia tratamento psiquiátrico com outra médica, que teria receitado a ele remédios para ansiedade e estresse.

Em janeiro, o médico denunciou estar sendo coagido a trabalhar nos horários de descanso e que outros colegas também estariam trabalhando sem ter direito a intervalos em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Capital.