Policial
Detento é encontrado morto em saguão de Penitenciária de Segurança Máxima da Capital
Esta é a terceira morte de detentos no presídio em 18 dias. Na tarde do dia 31 de março, Sidnei Baptista Borges, de 45 anos
Midiamax
18 de Abril de 2016 - 16:16
Luiz Otávio de Souza, de 25 anos, foi encontrado morto na tarde desta segunda-feira (18) no saguão superior da ala B do Pavilhão 2 do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, localizado no Jardim Noroeste. As causas da morte devem ser investigadas. De acordo com nota divulgada pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) o corpo do jovem foi encontrado pelos agentes penitenciários por volta das 13h40 desta segunda após o banho de sol de rotina dos presos.
Ainda segundo a nota, o corpo estava sobre um colchão, na posição sentada e não haviam sinais aparentes de lesões ou ferimentos. O local foi isolado e a perícia técnica da CGP (Coordenadoria Geral de Perícias) foi chamada para os levantamentos necessários e coleta de provas. O caso será investigado pela Polícia Civil.
O jovem possuía várias passagens policiais por tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de armas, sendo preso várias vezes e estava novamente no Presídio de Segurança Máxima desde 23 de outubro de 2014, após evasão e quebra de cumprimento do regime semiaberto.
Mortes
Esta é a terceira morte de detentos no presídio em 18 dias. Na tarde do dia 31 de março, Sidnei Baptista Borges, de 45 anos, morreu no Presídio de Segurança Máxima . O interno tinha histórico de doença grave, que não foi especificada pela polícia. Sidnei aguardava transporte para Unidade de Saúde, mas o estado de saúde dele foi agravado e acabou morrendo no pavilhão 4, no setor de saúde do presídio.
Na manhã de sexta-feira (1º), Douglas Farias do Carmo, de 35 anos, foi encontrado morto em uma das celas do presídio. De acordo com o boletim de ocorrência, registrado por um agente penitenciário do Estabelecimento Penal, ele foi acionado por um detento da cela 103. Segundo o interno, ele viu Douglas deitado no colchão na cela 108, aparentemente sem sinais vitais.
Foi constatado que Douglas havia morrido na cela, mas não há informação do que pode ter provocado a morte ou se ele tinha histórico de problemas de saúde. O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia Civil como morte a esclarecer.




