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Policial

Dois funcionários cuidavam de 500 albergados, diz sindicato

O grupo de servidores pediu melhores condições de trabalho nas unidades prisionais do Estado

Correio do Estado

11 de Fevereiro de 2015 - 14:11

O Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS) informou que, durante o plantão desta madrugada, no estabelecimento penal de regime aberto, Casa do Albergado, na Vila Sobrinho, onde o agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, 44 anos, foi assassinado com quatro tiros, havia apenas dois funcionários para cuidar de cerca de 500 albergados.

Em nota, o sindicato lamentou a morte do servidor e reivindicou mais investimento na segurança pública, que sofre com a falta de efetivo e condições de trabalho. “Quando há um atentado contra o servidor, também há o atentado contra o Estado”, declarou o diretor jurídico do Sinpol-MS, Giancarlo Miranda.

Os agentes penitenciários de Mato Grosso do Sul foram recebidos por dirigentes do Governo do Estado, nesta quarta-feira (11), para o início de um diálogo de reivindicações trabalhistas. O encontro aconteceu na governadoria, no Parque dos Poderes.

O grupo de servidores pediu melhores condições de trabalho nas unidades prisionais do Estado. Após a reunião, ficou definida uma nova data para que o sindicato que representa a classe dos agentes penitenciários retorne à sede do Governo e apresente uma pauta de reivindicações impressa e enumerada com as prioridades da categoria.

A próxima audiência entre o Estado e o grupo de trabalhadores ficou marcada para às 9h da próxima sexta-feira (13). O secretário Sérgio de Paula, o coronel Pedro César Figueiredo de Lima, e um representante legal do Sinsap/MS vão se reunir na Casa Civil para a discussão das reivindicações da categoria.

Caso

Por volta das 5h desta quarta-feira (11), um homem encapuzado entrou pelo portão, onde os presos são liberados para trabalhar, seguiu em direção ao agente penitenciário e disparou quatro tiros.

Ainda não há suspeitas do crime. A polícia investiga o caso.