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Policial

Ellen é condenada a 15 anos e 8 meses por assassinato de Aryane Oliveira no “buracão

A jovem teria se chateado com Aryane (com quem tinha certo grau de amizade), porque a vítima estava dançando com seu ex-namorado

Flávio Paes/Região News

29 de Julho de 2017 - 08:47

Após mais de 6 horas de sessão do júri, Ellen Cáceres, foi condenada a 15,8 anos de prisão em regime fechado, pelo assassinato de Aryane Oliveira, a golpes de canivete, que ela confessou ter usado como arma do crime. O homicídio, que a Justiça como crime hediondo, aconteceu no dia 9 de agosto de 2015 durante um “encontro automotivo” que se realizava num local conhecido como “buracão”, às margens da MS-162, saída para Quebra Coco. 

Um irmão da vítima acompanhou o julgamento presidido pelo juiz Fernando Moreira. Agora, como condenada, Ellen saiu do tribunal do júri e voltou para o presídio feminino em Campo Grande, onde cumpria prisão preventiva desde setembro de 2015, quando se apresentou à Polícia.

O defensor Gustavo Pinheiro, que atuou na sua defesa, ainda vai consulta-la antes de decidir se vai ou não recorrer da sentença. Pela morte de Ellen, homicídio culposo duplamente qualificado (motivo fútil, ciúme e dissimulação, ela era amiga da vítima,) um crime hediondo, a jovem foi condenada a 15,8 anos de prisão.

Pegou mais um ano por lesão corporal, já que agrediu uma testemunha do crime, que em função dos ferimentos, ficou um mês sem trabalhar. A expectativa do próprio defensor é que Ellen continue presa por mais 4 anos, até 2021, quando terá cumprido 2/5 da pena de 15,8 anos, computando os quase dois anos em que está no presídio.  

Pela lei de execução penal ela terá direito (se tiver bom comportamento) de pedir a progressão para o regime semiaberto. Pelo crime de lesão corporal (por não ser hediondo), com 1/6 da pena (três meses), se habilitaria à progressão. 

O crime

O crime que levou a condenação de Ellen ocorreu no dia 9 de agosto de 2015 

num local conhecido como “buracão”, às margens da MS-162 (saída para Quebra Coco), onde se realizava um “encontro automotivo”, festa promovida de forma clandestina, que atrai principalmente jovens para ouvir música em alto volume e beber.

Segundo a Polícia apurou, Ellen teria cometido o crime por ciúme, porém em sua versão, ela nega e diz que foi em legítima defesa. A jovem teria se chateado com Aryane (com quem tinha certo grau de amizade), porque a vítima estava dançando com seu ex-namorado.

Em seu depoimento agora condenada, contou que a vítima fez gestos, a chamando para conversar e durante a discussão Aryane teria tentado agredi-la, momento em que percebeu no chão uma faca, na verdade um canivete, (que a acusada não soube explicar a procedência) usada para cometer o crime. 

Após o crime uma amiga, que segundo Ellen se chama Laiane Pereira de Assis (que não tinha conhecimento do crime), deu a ela carona até o Bairro Pé de Cedro. “Ai eu fugi, também de carona, com um caminhoneiro para Campo Grande, onde permaneci todo este tempo na casa de um amigo”, disse em seu depoimento. Depois de permanecer alguns dias foragida, em 16 de setembro de 2015 ela se apresentou a Policia acompanhada de advogado, mas poucos dias depois ter sua prisão decretada pela Justiça.