Policial
Em MS, defesa vai pedir liberdade de secretário preso em operação da PF
Sobre a prisão, o advogado alegou que não sabe o motivo. Rezende é o único servidor público preso em Mato Grosso do Sul na operação.
G1 MS
30 de Maio de 2014 - 15:25
O advogado de defesa do diretor da Agência Municipal de Habitação de Ponta Porã (MS), Leonardo Derzi Rezende, disse, nesta sexta-feira (30), que vai entrar com pedido de liberdade na Justiça Federal. Rezende está entre os cinco presos em Mato Grosso do Sul na operação Suçuarana, da Polícia Federal (PF), que desarticulou uma quadrilha internacional de tráfico de drogas no estado e em Rio Grande do Sul.
Sobre a prisão, o advogado alegou que não sabe o motivo. Rezende é o único servidor público preso em Mato Grosso do Sul na operação. Ele foi secretário de Governo e Comunicação da prefeitura de Ponta Porã entre os anos de 2009 e 2012.
Operação
Três prisões ocorreram em Ponta Porã (MS) e duas foram feitas em Dourados (MS). Segundo o titular da Delegacia de Repressão ao Tráfico de Entorpecentes da PF gaúcha, Fabricio Argenta, um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Campo Grande. Além disso, nove imóveis estão em poder da PF no estado três em Ponta Porã, um em Campo Grande, quatro em Dourados e um em Fátima do Sul (MS).
Algumas contas bancárias devem ser bloqueadas, de acordo com o delegado. Quanto ao sequestro de veículos, ainda não há quantidade certa.
As investigações começaram há um ano e meio. Conforme a PF, a quadrilha transportava grande quantidade de cocaína de avião da Bolívia até o Paraguai, por onde ingressava no Brasil via terrestre até Ponta Porã, onde o grupo tinha um laboratório de refino da droga, que foi interditado em março deste ano.
O entorpecente era embalado e transportado até Dourados, de onde seguia em fundos falsos de caminhões. A cocaína era distribuída em quatro estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Segundo a Polícia Federal, alguns integrantes da quadrilha moravam em condomínios de luxo e possuíam carros importados. Em um dos casos, um suspeito chegou a montar uma revenda de veículos para justificar o patrimônio. Os presos responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Se somadas, as penas ultrapassam 33 anos de prisão.
Ao todo, foram apreendidos 120 veículos e 21 imóveis estão em poder da PF. A Operação Suçuarana contou com 150 policias federais. Em um ano e meio, 1,1 tonelada de cocaína e três toneladas de maconha foram apreendidas.




