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Policial

Empresas brasileiras gastam 2,6 mil horas por ano em burocracia fiscal

São 2,6 mil horas por ano, enquanto a média da América Latina e Caribe é de 367 horas, segundo o relatório “Doing Business 2103”, lançado no fim de 2012

ONU

22 de Abril de 2013 - 15:24

O Brasil é o país que mais consome o tempo das pequenas e médias empresas em questões fiscais entre 185 nações avaliadas pela Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), órgão do Grupo Banco Mundial.

São 2,6 mil horas por ano, enquanto a média da América Latina e Caribe é de 367 horas, segundo o relatório “Doing Business 2103”, lançado no fim de 2012. A média entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 176 horas.

O Brasil aparece no 130º lugar no raking de facilidade para fazer negócios – uma piora de duas posições em relação a 2012 -, que considera, entre outros processos, a liberação de alvarás de construção, registro de propriedades, obtenção de crédito e execução de contratos.

Dos dez itens avaliados, o Brasil melhorou em três na comparação com o ano anterior: abertura de empresas (da 122ª posição para a 121ª); obtenção de eletricidade (da 61ª para a 60ª); e na execução de contratos (da 120ª para a 116ª).

Manteve-se estável no comércio entre fronteiras (123ª). Nos demais, houve queda de até sete pontos, caso da obtenção de crédito (da 97ª para a 104ª).

A abertura de empresas no Brasil consome 119 dias. O procedimento leva 53 dias, em média, na América Latina e Caribe e três em Cingapura – território com mais facilidade para fazer negócios. A liberação de alvarás de construção toma 26 dias no país asiático, contra 469 no Brasil e 224 na América Latina e Caribe.