Policial
Enfermeira é reconhecida por mãe que a acusou de ferir bebê de três meses em UPA
A partir daí ela procurou um advogado para entrar com uma ação contra o município.
Midia Max
23 de Abril de 2013 - 15:50
Seis meses após uma mãe denunciar o ferimento causado a um bebê com três meses na época, ferido por uma enfermeira que realizou o procedimento errado, de acordo com a Polícia Civil, ela foi reconhecida na delegacia e indiciada por lesão corporal culposa (sem intenção de machucar).
Desde que a mãe denunciou o fato, de acordo com a delegada Regina Márcia Rodrigues, responsável pelas investigações, mais de 20 profissionais da área médica prestaram depoimento e somente na manhã desta terça-feira, a suspeita foi reconhecida. Todas elas atuam na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida.
A princípio nós tentamos o reconhecimento dos registros na Secretaria Municipal de Saúde, mas não havia a foto de todas as enfermeiras. Em seguida, elas foram intimadas e hoje a mãe reconheceu como sendo uma mulher de 36 anos, afirma a delegada.
Na ocasião, a mãe da menina, Daniele Cristina Arruda de Jesus, 23 anos, disse que a menina estava com dores no ouvido. Durante a madrugada do dia 22 de outubro, os pais decidiram levá-la ao médico e o profissional então pediu um hemograma para verificar uma possível infecção.
Já na sala de exames, uma enfermeira teria dito que a agulha infantil teria acabado, mas que mesmo assim realizaria o procedimento com a de tamanho adulto, porque não iria prejudicar a criança. Ela falou que a ordem que recebeu é que na ausência de uma poderia tirar com a outra e, mesmo com a bebê chorando muito, ela colheu de 5 ml a 10 ml, contou a mãe.
Como a quantidade foi pequena e, de acordo com a mãe, estourou a veia, a enfermeira então pegou o outro braço do bebê para colher mais sangue. A quantidade não era suficiente para os dois exames a serem feitos, então ela pôs esparadrapo no braço e foi para o outro. Aplicou a injeção, retirou e começou a apertar manualmente o braço da criança para sair sangue, disse indignada a mãe.
Diante daquela cena, a mãe conta que pegou a criança e foi embora do local, ouvindo da enfermeira que qualquer problema a culpa seria dela, porque não deixou finalizar o procedimento. A menina dormiu gemendo a noite inteira e só acalmou depois de algumas gotas de paracetamol. Ela acordou então às 10h da terça e a minha surpresa foi quando a peguei no colo, garantiu a mãe.
A partir daí ela procurou um advogado para entrar com uma ação contra o município.




