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Policial

Facção criminosa deu ordem de execução do PM para demonstrar sua força, afirma polícia

Graziela Rezende/MidiaMax

23 de Março de 2013 - 07:25

Vinda de outros Estados, como Paraná e São Paulo, a determinação do PCC (Primeiro Comando da Capital) para executar o policial militar da reserva Otacílio de Oliveira, 60 anos, já existia há cerca de três meses antes de sua morte. A intenção era ‘demonstrar a força da facção criminosa no Estado’, segundo o delegado responsável pelas investigações, Márcio Shiro Obara, com a morte de PM's, aliada ao tráfico de drogas, incêndios a veículos e roubos.

“Não era exatamente o Otacílio para ser escolhido, mas sim um alvo fácil, uma pessoa que não estivesse mais nas ruas diariamente. E foi o próprio sobrinho dele, identificado como Cleverson Messias Pereira dos Santos, 33 anos, vulgo ‘cabelo’, quem passou todas as coordenadas da vítima, que atualmente estava na reserva da PM e trabalhava como mototaxista”, fala o delegado da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros).

Em posse das informações da vítima, o bando começou a monitorar a sua rota e assim o executou no dia sete de março, em Três Lagoas, município distante a 338 quilômetros da Capital. Anterior ao fato, eles fizeram inúmeras reuniões e decidiram pela execução do policial. A princípio, de acordo com a polícia, o crime já era para ter sido cometido anteriormente, mas, por conta da resistência de alguns integrantes do PCC de Mato Grosso do Sul, nada havia sido feito.

Ao todo, a polícia identificou 21 pessoas envolvidas neste crime. Os que de maneira mais direta participaram da execução são: o foragido do semi-aberto Cleverson, Jair Costa da Silva, 32 anos, vulgo ‘perturbado’, preso em Jales (SP), João Carlos Olegário da Silva, 19 anos, mais conhecido como ‘AK 47’, preso em Presidente Prudente (SP) e Maicon Gomes de Souza, 21 anos, vulgo ‘grego’, preso em Três Lagoas.

Assim que ocorreu a execução do PM, a Polícia Civil do município iniciou as investigações e localizou uma chácara onde ocorria uma reunião para determinar as próximas ações da facção. A polícia então se aproximou e eles fugiram, deixando no caminho uma arma de fogo, um veículo Astra e coletes a prova de bala. No outro dia do crime morreu em confronto Wellington Rosa da Silva, 30 anos, vulgo ‘bodão’. Após ele, iniciou a prisão dos outros integrantes da facção. São bandidos que se uniram ao PCC em um período que varia de três meses a três anos.

Os nomes: Thiago Cintas Bertalia, 29 anos, vulgo ‘Gianechini’, Fabrício da Silva Almeida dos Santos, 20 anos, vulgo ‘Do Nike’, Luiz Felipe Miranda Rios Saito, 20 anos, vulgo ‘Jamaica’, Douglas dos Santos Almeida, 20 anos, com a alcunha de ‘Dodo’, Fernando Rodrigues Monteiro, 21 anos, também chamado pelos comparsas de ‘Da Leste’ e Jonathan dos Santos Avelino, 22 anos, o ‘terrorista’, único destes homens que não foi pego em Três Lagoas, mas sim em Castilho (SP).

Preso da Máxima coordenou ação criminosa

Além dos presos, a polícia também identificou Marcos Barbosa, 36 anos, vulgo ‘pinduca’, que é um interno do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, sendo o responsável por coordenar a ação criminosa.

Eles, que chamaram a atenção na sede da Garras, principalmente pela polícia informar que ao menos 21 pessoas estão envolvidas no crime, serão indiciados por homicídio qualificado pelo emprego de arma de fogo, formação de quadrilha, impossibilidade de defesa da vítima e motivo fútil.