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Policial

Família de jovem morto em acidente pede justiça e fim da impunidade

O carro, modelo Saveiro, era conduzido por Ozeias Barros Ferreira, 34 anos, que fugiu depois do acidente.

Correio do Estado

13 de Julho de 2015 - 16:13

Artêmio Givago Betfuer Espíndola, pai de Arnaldo Rafael Mendes Espíndola, 19 anos, quer justiça para o caso do jovem, morto depois de ter a motocicleta que conduzia atingida por um carro, no dia 9 de junho em Ponta Porã. 

O carro, modelo Saveiro, era conduzido por Ozeias Barros Ferreira, 34 anos, que fugiu depois do acidente. Ozeias se apresentou posteriormente a polícia, foi ouvido e solto por já haver passado o período de flagrante. Ele foi indiciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa. 

Inconformado com a liberdade do suspeito, Artêmio organizou um manifesto que foi entregue a Câmara de Vereadores, pedindo que advogados e vereadores acompanhassem o caso e apresentando um projeto para que o dia 9 de junho seja votado como o dia da consciência do trânsito e leve o nome de Rafael. Além disso, um protesto está marcado para o dia 9 de agosto em frente ao fórum.

“O que eu quero é que ele vá a júri popular, porque foi dolo, não foi crime de trânsito. Ele bebe, anda em alta velocidade e está solto, quero alertar o risco que corremos com a lei, o cidadão que está em condicional mata e fica solto esperando julgamento”, disse.

Segundo Artêmio, o inquérito está encaminhado e sendo acompanhado pelos familiares. Testemunhas disseram que o suspeito teria ingerido bebida alcoólica e estava fazendo manobras perigosas quando houve o acidente. Além de Rafael, Gean Marcos Cabreira Sanabria também estava na motocicleta. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital, onde ficou internado por 10 dias.

De acordo com o site Ponta Porã Informa, à polícia o suspeito disse que fugiu do local por medo de represálias. Artêmio questiona e duvida dessa forma devido as circunstâncias do acidente. Segundo ele, Rafael foi arrastado por cerca de 35 metros e durante a fuga do suspeito, foi atropelado pelo veículo.

 “Ele disse que estava a 40 km/h, mas arrastou meu filho por 35 metros e ao evadir passou em cima dele, como supostamente com medo de represália ele fez um segundo ato de pegar, acelerar e passar em cima do meu filho? ”, questionou.

Com o manifesto, Artêmio pretende chamar a atenção para o caso a fim de obter justiça e também para que haja justiça e acompanhamento a casos semelhantes.

“Espero que isso abra também precedentes para outras vítimas e que o Poder Público cuide de uma maneira melhor. O rapaz [Gean] ficou internado e teve assistência, mas depois que liberaram ele fica com traumas e o Estado não tem um acompanhamento, uma secretaria de apoio psicológico”, afirmou Artêmio.