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Policial

Fraude de importação que envolve MS é considerada trama das mais sofisticadas

O caso corre sob sigilo, por envolver dados financeiros, mas só na primeira etapa do inquérito foram apreendidos R$ 700 mil em dinheiro e R$ 1,5 milhão em cheques.

Campo Grande News

09 de Julho de 2011 - 09:53

Com investigação também em Mato Grosso do Sul, a operação Pomar, deflagrada contra a remessa ilegal de dinheiro ao exterior com esquema de contrabando de tecidos, é responsavel por um dos maiores rombos a arrecadação, aponta a Polícia Federal.

O caso corre sob sigilo, por envolver dados financeiros, mas só na primeira etapa do inquérito foram apreendidos R$ 700 mil em dinheiro e R$ 1,5 milhão em cheques.

Nessa semana, 15 suspeitos foram presos, em 8 estados, entre empresários e despachantes aduaneiros, mas os detalhes não saõ divulgados. Segundo a PF, empresários do atacado e varejo de tecidos usavam nomes de “laranjas” para enviar US$ 1 milhão por dia a contas bancárias na China, Hong Kong e outros paraísos fiscais.

A quadrilha ganhava dinheiro com contrabando, importações subfaturadas e lavagem de dinheiro e é considerada a trama “mais sofisticada para evasão de divisas desde a era CC5”, carta circular do Banco Central, criada em 1969, que permitia a abertura de contas especiais, mantidas no Brasil por brasileiros que moram no exterior e facilitou a remessa clandestina de US$ 30 bilhões.

A Receita, que também participa da operação, estima em R$ 1,5 bilhão foram sonegados. Um auditor foi enquadrado por suposta facilitação ao contrabando. Para concluir o processo de remessa de ativos a organização criminosa adulterava os documentos de importação - faturas comerciais e conhecimentos de embarque. Parte das transações não era efetivada. Outra parcela de importação era acompanhada de notas subfaturadas.

No total, a Polícia acredita que o esquema envolvia 100 pessoas físicas e 40 jurídicas que emprestaram seus nomes e razões sociais para o golpe. Na quinta-feira passada, em São Paulo, foram apreendidas 400 toneladas de tecidos, avaliadas em R$ 6 milhões. Outros 32 caminhões já foram retidos, com 600 toneladas do produto.

O esquema tem ramificações em São Paulo, onde se concentram as fraudes, Rio, Santa Catarina, Goiás, Alagoas, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.