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Policial

Identificado autor de vídeo publicado na internet com conteúdo de ameaças à polícia em Três Lagoas

De acordo com autores vídeos não foram feitos com intuito de ameaçar ou intimidar a polícia, mas como espécie de brincadeira

MS Record

07 de Março de 2014 - 16:31

Na manha desta sexta feira (7), policiais civis identificaram os autores de um vídeo publicado em redes sociais no qual um homem identificado como “Mc Edgar” canta um funk em cuja letra faz ameaças à polícia da cidade de Três Lagoas, distante 338 quilômetros de Campo Grande.

O vídeo foi veiculado em redes sociais e chegou ao conhecimento da polícia, que faz várias diligências até a identificação da pessoa que aparece no vídeo e dos demais responsáveis pela gravação e divulgação.

Edgar Rodrigues da Silva, conhecido como “MC Edgar” admitiu ser o autor da letra e a composição e o vídeo gravados não foram feitos com o intuito de ameaçar ou intimidar a Polícia Civil ou Militar, mas sim como uma espécie de brincadeira entre amigos. Disse ele que compôs a música seguindo o estilo do “funk ostentação”.

Os outros dois envolvidos são adolescentes de 15 e 16 anos e também admitiram a participação na gravação do vídeo. A música faz apologia de crimes de roubo a bancos e atentados contra forças de segurança. Em um dos trechos da letra o autor afirma que o “Bonde da Boa Vista”, referindo –se ao bairro onde moram receberia a Polícia Militar com tiros de Fuzil Para-Fal e rajadas de fuzil AR-15, referindo-se a armas de dotação exclusiva do exercito e das Polícias.

“MC Edgar” será indiciado por apologia de crime ou criminoso e por corrupção de menor, sujeito a uma pena que pode chegar a 5 anos e seis meses de reclusão.

De acordo com o Delegado Thiago Passos, que cuida da investigação desse fato, o indiciamento do autor do fato não se trata de tolhimento à liberdade de expressão, que é um direito de todo cidadão, mas sim de coibir um fato criminoso, pois a letra da música faz apologia de crimes de assaltos e atentados contra policiais.

Além disso, o autor corrompeu dois menores para que praticassem o crime em sua companhia. Nenhum dos envolvidos nesse fato estuda e penas um deles trabalha.