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Policial

Incêndio destrói depósito de entulho em Avenida de Campo Grande

Os moradores dizem que o fogo começou, na quinta-feira (7), ainda em pequenas proporções na vegetação localizada atrás da empresa.

Correio do Estado

10 de Setembro de 2017 - 18:44

Incêndio consome depósito de entulho na Avenida Cônsul Assaf Trad, saída para Cuiabá, em Campo Grande desde o início da manhã deste domingo. É possível ver a fumaça de longe. De acordo com moradores, o fogo teria começado em uma vegetação e passou para o empreendimento.

As chamas consumiam o interior do pátio da empresa Resilix, onde ficam os resíduos, quando a reportagem chegou ao local.

A empresa recebe materiais recicláveis como alumínio, ferro, plásticos e madeira. Os donos do empreendimento preferiram não se manifestar sobre o caso.  

Os moradores dizem que o fogo começou, na quinta-feira (7), ainda em pequenas proporções na vegetação localizada atrás da empresa.

Conforme o estoquista Carlos Alberto de Assis, os bombeiros tinham tentado combater o incêndio, mas que com o passar dos dias, saiu de controle até alcançar o depósito. 

"Tem idosos por aqui, minha rua tem uma senhora de 87 anos que tem bronquite, é muito prejudicial", comentou.

BAIXA UMIDADE 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ainda mantém o alerta de baixa umidade relativa do ar para todo o Mato Grosso do Sul.

Conforme o aviso, o grau de severidade é de perigo em potencial, com índice de umidade relativa do ar entre 30% e 20%, o que influencia nos incêndios e prejudica a saúde.

QUEIMADAS 

Com calor e tempo seco, número de ocorrências de incêndio atendidas diariamente pelo Corpo de Bombeiros continua alto. Campo Grande já registrou aumento de 197% nos casos de fogo em vegetação entre 2016 e 2017. Dados do Corpo de Bombeiros apontam total de 1577 ocorrências este ano, entre 1° de janeiro e sexta-feira (8), enquanto no mesmo período de 2016 foram 531 casos.

Em Mato Grosso do Sul, no mesmo período foram 3122 casos, enquanto em todo o ano passado 2537, ou seja, antes do fim do ano os registros já superam 23% do total em 2016. Os casos registrados em 2017 na Capital (1577) representam 48% do total do Estado (3122).