Policial
Indígena é baleado nas costas e grupo faz ciclista refém em aldeia
Os indígenas estavam escondidos dentro do mato, as margens de uma estrada vicinal entre a aldeia indígena Jaguapiru e a Fazenda Cristal, que é uma área invadida.
Campo Grande News
18 de Março de 2016 - 07:53
Fabrício Chaves Dal Lago Rodrigues, 46, foi feito refém por cerca de 60 índios, no início da noite de ontem (17) na reserva indígena Jaguapiru, em Dourados.
Segundo registro policial, o delegado Sandro Marcio Pereira, entrou na reserva indígena para libertar a vítima, mas os índios o impediram, então resolveu sair e procurar ajuda da Polícia Militar.
Ao chegarem no local, os policiais foram recebidos por aproximadamente 50 índios, entre homens, mulheres e crianças, sendo que a grande maioria estava armado com foices, facas, facões e rojões. Os indígenas estavam escondidos dentro do mato, as margens de uma estrada vicinal entre a aldeia indígena Jaguapiru e a Fazenda Cristal, que é uma área invadida.
Em conversa com os policiais, o indígena Claudemir Feliciano Morales, contou que estava junto com Jonemar de Ramos Machado, 38, e em dado momento ouviu um disparo de arma de fogo e Jonemar foi atingido nas costas. Claudemir conta que não sabe de onde partiu o disparo e a vítima foi encaminhada por outro índios para o Hospital da Vida, onde permanece sob cuidados médicos.
Logo após o acontecimento, Fabrício estava andando de bicicleta pelas estradas vicinais da aldeia, quando os indígenas resolveram segurar o homem por tempo indeterminado.
Diante do caso, a Polícia Federal foi contatada por telefone para tomar a medidas cabíveis. Porém, a Força Tática que estava no local, iniciou uma negociação com os indígenas para libertar Fabrício, que durou 45 minutos, até que o homem foi solto.
Fabrício não tinha nenhuma lesão e deixou o local na companhia do delegado Sandro. Ainda conforme registro policial, não foi possível identificar os responsáveis pelo cárcere privado, devido ao grande número de indígenas e clima tenso no local.
Os índios estavam ameaçando invadir a sede da Fazenda Cristal e fazer justiça com as próprias mãos, caso nenhuma providência fosse tomada, sendo que Jonemar foi o segundo indígena baleado em uma semana.
Fabrício relatou à polícia que não sabe porque foi vítima de cárcere privado, sendo que estava andando pelo local de bicicleta, mas não sabia da situação de clima tenso entre indígenas e fazendeiros. Ele contou ainda que foi obrigado a sentar no chão e fazer um vídeo relatando o que estava ocorrendo, dizendo que só seria libertado com a presença da Polícia Federal.
O caso foi registrado da Delegacia de Polícia Civil de Dourados, como sequestro e cárcere privado.




