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Policial

Investigação encontra pelo menos 50 condutores com CNH fraudada em MS

As mais de 50 pessoas que compraram o documento falsificado terão que responder por seus atos.

Midia Max

12 de Abril de 2013 - 07:52

Pelo menos 50 CNH’s (Carteira Nacional de Habilitação) falsas já foram identificadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado). Os documentos eram fraudados e comercializados por uma quadrilha especializada, desmantelada na Operação Risco Duplo, deflagrada dia 9 de abril.

Parte dos documentos sequer estavam registrados no Detran/MS, e eram totalmente falsificados pela quadrilha. Outra parcela era adulterada pelos criminosos, que alteravam dados essenciais, adicionando categorias habilitadas, por exemplo.

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), que participou da operação, o papel usado nas falsificações era “quente”, ou seja, era original. Segundo as investigações, os documentos viriam de Mato Grosso. Nenhum papel original de MS foi encontrado, ainda segundo a PRF.

As mais de 50 pessoas que compraram o documento falsificado terão que responder por seus atos. Os condutores que possuem habilitação, e adulteraram os dados, perderam a CNH, e ficam pelo menos dois anos sem poder iniciar um novo processo, isso caso não respondam criminalmente.

A expectativa é que os compradores respondam pelos crimes de falsidade documental e ideológica, e formação de quadrilha, já que participaram de um esquema criminoso para com seguir a CNH.

De acordo com as investigações, a maioria dos compradores era de MS, mas já foram identificados “clientes” de Mato Grosso e São Paulo.

A olho nu

A investigação teve início com a prisão de motoristas com CNH’s visivelmente falsas. “Tem casos de que o documento parece original, mas não tem o número registrado no Detran, é fácil de identificar”, comentou Tércio Baggio, da comunicação social da PRF, em entrevista na tarde desta quinta-feira (11) na sede do Gaeco, em Campo Grande.

Também eram falsificados certificados de cursos chamados MOPE - Movimentação e Operação de Produtos Especiais ou MOPP - Movimentação e Operação de Produtos Perigosos. Eles são de extrema importância para os motoristas que trabalham com transporte de materiais perigosos. Neste caso, os certificados eram emitidos em impressões comuns, sem nenhuma comunicação ou autorização do Detran/MS.

Indícios

O Gaeco ainda investiga o envolvimento de servidores do Detran/MS, na comercialização de falsas CNH´s. Segundo a promotoria, pelo menos uma das 20 bancas examinadoras existentes no ‘esquema’.

Nesta tarde, o diretor do Detran/MS, Carlos Henrique Santos Pereira visitou o Gaeco e garantiu que tudo será investigado. “Eu vejo a situação mais como uma fraude contra o Detran, e não do Detran. Mas a situação será esclarecida, e se houver a participação de servidores do Detran, estes responderam dentro da instituição”, garantiu.

A Corregedora do Detran, Alexandre Faváro, estará a partir desta sexta-feira (12) atuando em conjunto com o Gaeco, para investigar a possível participação de servidores do órgão.