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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quinta, 21 de Janeiro de 2021

Policial

Irmãos do PCC estão entre mortos pela polícia

Campo Grande News

12 de Janeiro de 2021 - 16:32

Os irmãos Edson (à esquerda) e Oscar, mortos em confronto com policiais, ontem em Ponta Porã (Foto: Reprodução)

Já foram identificados quatro dos oito bandidos do PCC (Primeiro Comando da Capital) mortos em confronto com policiais entre a noite de ontem (11) e a madrugada desta terça-feira em Ponta Porã. Todos os identificados até agora tinham nacionalidade paraguaia e dois deles eram irmãos.

Além de Edson Prieto Davalos, 27, e Oscar Ruben Cardozo Delvalle, 32, os primeiros a serem reconhecidos ainda na manhã de hoje, foram identificados no horário do almoço Oscar Prieto Davalos, 23, irmão de Edson, e Fredi Portillo Rodriguez, 30.

Os irmãos Davalos e Delvalle moravam em Pedro Juan Caballero, cidade separada de Ponta Porã apenas por uma rua. Rodriguez era natural de San Pedro, cidade localizada a 260 km de Ponta Porã e capital do Departamento (equivalente a Estado) do mesmo nome.

Segundo a Polícia Civil em Ponta Porã, os corpos foram reconhecidos por familiares. A polícia paraguaia também confirmou a identidade desses quatro mortos. Os outros quatro corpos permanecem na capela mortuária de Ponta Porã. A perícia recolheu as impressões digitais e faz buscas no sistema de registro do Brasil e do Paraguai.

Além das oito armas apreendidas com os bandidos - dois fuzis calibre 7,62, três pistolas 9 milímetros e três revólveres calibre 38 –, os policiais sul-mato-grossenses apreenderam três veículos em poder da quadrilha, uma Range Rover chumbo, uma caminhonete S10 azul e um carro de passeio Nissan Sunny, com placa do Paraguai.

O utilitário e a caminhonete tinham queixa de roubo em território brasileiro. A Range Rover foi roubada em Caxias do Sul (RS). A polícia ainda investiga a origem da S10.

Os confrontos de policiais civis de Ponta Porã, agentes do Garras e militares do DOF e do Bope com os bandidos do PCC começaram em uma casa no bairro Julia Cardinal, na saída para Dourados, onde seis homens foram feridos e morreram a caminho do hospital. Outros dois conseguiram fugir, mas foram mortos horas depois pelos militares.