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Policial

Jovem confessa duplo homicídio e alega que intenção era apenas conversar

Conforme versão do suspeito, Jhonata estava em frente de casa quando Romarinho e uma das vítimas passou de moto e teria feito provocações.

Correio do Estado

09 de Novembro de 2016 - 08:57

Jean Carlos Martins, de 21 anos, se apresentou hoje na 5ª Delegacia de Polícia Civil e confessou ter sido autor dos disparos que matou duas pessoas e feriu outras três no bairro Guanandi. Suspeito alegou que foi ao local tirar satisfação com uma das vítimas e  houve troca de tiros. Irmão do suspeito, identificado como Jhonata, de 19 anos, também foi à delegacia e negou participação no crime.

De acordo com o delegado João Reis Belo, em depoimento Jean disse que na tarde de domingo (6), seu irmão ligou para informar que teria sido intimidado por rapaz chamado Romário da Costa Trindade, de 22 anos. 

Conforme versão do suspeito, Jhonata estava em frente de casa quando Romarinho e uma das vítimas passou de moto e teria feito provocações. Em seguida, vítima voltou a passar pelo local e teria mostrado uma arma.

Por conta da ameaça, Jean e um comparsa foram ao local onde Romarinho estava com amigos, na Rua Cora para tirar satisfação. Ainda conforme Jean, ao chegarem, vítima teria sacado revólver e suspeitos revidaram.

Alex Duarte Ferreira, de 17 anos, e Mykael Vinicius Godoy Rolon, de 22 anos, morreram enquanto era socorridos. Garoto de 13 anos foi agredido com coronhada e outros dois jovens foram baleados, sendo um adolescente de 16 anos. 

Depois de prestar depoimento, suspeito e o irmão foram liberados e deixaram a delegacia em companhia de advogados. 

Suspeito se recusou a dar o nome do comparsa por medo de represália. Ele foi identificado apenas como "Pretinho".Advogado que o defende, Edgar Gomes, disse que ele está sofrendo ameaças.

De acordo com o delegado, suspeito e vítimas já tinham rixa antiga por conta de vários casos, entre eles desentendimento por conta de mulher e há boletins de ocorrência registrados por ameaça.

"A apresentação espontânea é apenas o início da investigação. Vamos apurar se o que ele [Jean] disse é verdade ou não. Além disso, investigadores estão no início das investigações na rua", disse a autoridade policial.

Delegado afirmou ainda que Romarinho, que foi atingido no braço e liberado depois de atendimento, não foi encontrado. Polícia ainda não ouviu as vítimas, em razão de estarem internadas na Santa Casa de Campo Grande.

Jean já tem passagens na polícia por porte e posse ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.