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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sexta, 30 de Outubro de 2020

Policial

Julgado nesta quinta-feira animador de festa

Jesus Ajala da Silva, de 46 anos, matou a ex-namorada a facadas

G1

17 de Setembro de 2020 - 15:45

Filhas de merendeira morta por namorado deixaram cartas ao constatar sumiço da vítima em MS — Foto: Graziela Rezende/G1 MS

É julgado nesta quinta-feira (17) o animador de festas e pedreiro, Jesus Ajala da Silva, que confessou ter matado a merendeira Silvana Tertuliana Pereira, de 42 anos, em janeiro de 2019, em Campo Grande. Ele é o segundo réu a ir a júri popular em sessão com novo formato por conta da pandemia de Covid-19.

Jesus Ajala está preso desde que se entregou à polícia. Na época, ele contou em detalhes como matou Silvana.

Na época, o acusado disse à polícia que marcou um encontro com a ex na casa dele, no bairro Celina Jallad, para conversarem. O que foi feito. No entanto, ele a beijou, a levou para o banheiro e perguntou se continuariam o relacionamento. Silvana disse que não e ele então saiu, pegou uma faca que havia deixado em cima da cama e esfaqueou a mulher.

Em seguida, ainda conforme o depoimento do homem, deu mais três golpes e arrastou o corpo até conseguir fechar a porta. Ele contou que se lavou na pia, se vestiu e foi para a casa de uma irmã, ficando no local como se nada tivesse acontecido. Ao chegar em casa, na madrugada, viu que o corpo de Silvana estava enrijecido e se desfez do celular e da bicicleta dela.

Jesus teria ficado pensando em como se desfazer do corpo e então pegou emprestada uma carriola, enrolou o corpo em um cobertor e o jogou em um terreno baldio. Depois, lavou a casa com bucha durante a madrugada.

O réu ficou com o corpo de Silvana por 35 horas. Neste período, as filhas da vítima ficaram sozinhas em casa sem saber o que havia ocorrido com a mãe. Uma das meninas pediu ajuda. Ela escreveu bilhetes e ligou para parentes em Ribas do Rio Pardo e contou do, até então, sumiço.

Parentes das meninas as buscaram e o pai delas chegou a ser suspeito do crime. Três dias após o corpo ter sido encontrado, um cunhado de Jesus viu uma reportagem sobre o feminicídio e mandaram se entregar. Ele então foi para a delegacia e confessou.