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Policial

Justiça decreta prisão de suspeitos de envolvimento na execução de policial

Ninguém da polícia fornece informações sobre o andamento das investigações e nem quantos pedidos de prisões foram feitas à justiça.

Campo Grande News

18 de Junho de 2016 - 09:37

A justiça já decretou a prisão dos suspeitos de envolvimento na execução do policial civil Aquiles Chiquin Júnior, ocorrido na noite da última terça-feira (14) em Paranhos, a 469 km de Campo Grande. Conforme o Campo Grande News havia antecipado na quarta-feira, o policial foi morto por vingança e o crime está relacionado a chacina ocorrida em outubro do ano passado.

Ninguém da polícia fornece informações sobre o andamento das investigações e nem quantos pedidos de prisões foram feitas à justiça. Mas como o assassinato de Aquiles Chiquin Júnior está relacionado com a chacina de outubro, entre os que tiveram as prisões decretadas devem estar o chefe do grupo, conhecido como Zacarias, e o filho dele, que na chacina teve uma das penas amputadas.

Na chacina ocorrida no dia 19 de outubro do ano passado cinco pessoas morreram, entre elas o filho mais velho de Zacarias. Oito homens que fazem parte de uma quadrilha que atua na região de fronteira estavam em uma padaria no centro de Paranhos, quando os rivais chegaram em uma caminhonete e dispararam mais de 100 tiros.

O irmão de Aquiles Chiquin Júnior faz parte da quadrilha que praticou a chacina e, por conta disso, o bando de Zacarias teria decidido se vingar na mesma moeda, ou seja, matando o irmão do desafeto. O policial civil foi morto com tiros de fuzil calibre 5.56, quando fazia exercício de musculação em uma academia no centro de Paranhos. Foram feitos 26 disparos e quatro pessoas acabaram sendo feridas por estilhaços.

A polícia civil não informa onde está o irmão de Aquiles Chiquin Júnior e nem se ele já foi ouvido. Dez equipes formadas por policiais de delegacias do interior e da Capital estão desde o dia seguinte a execução, trabalhando na investigação.

A Prefeitura de Paranhos, usando retroescavadeiras, bloqueou várias vias de acesso à cidade paraguaia de Ypejhu e a única via de acesso está sendo vigiada por policiais.