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Policial

Justiça decreta prisão preventiva de funcionário público que vendia LSD e cocaína

Cássio mantinha um grupo de whatsapp ("O terror das baleias") pelo qual oferecia os entorpecentes e recebia pedidos de encomenda dos usuários.

Flávio Paes/Região News

29 de Fevereiro de 2016 - 20:53

Preso na madrugada de domingo (28) pela Polícia Militar, quando vendia cocaína e LSD, o servidor público municipal Cássio Alvares Cardoso, teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça que rejeitou o recurso do seu advogado de aguardar em liberdade o andamento do processo. O acusado deve ser removido para um presídio em Campo Grande.

Cássio mantinha um grupo de whatsapp ("O terror das baleias") pelo qual oferecia os entorpecentes e recebia pedidos de encomenda dos usuários. Com ele foram encontradas três porções de cocaína e uma cartela com 19 unidades de LSD, uma droga 300 vezes mais forte que a maconha, por exemplo, permanecendo por mais de 12 horas no organismo.

O caso

Cássio Alvares Cardoso, que vai completar 28 anos em abril, era funcionário público municipal da área de informática e foi flagrado vendendo cocaína e LSD na esquina das ruas São Paulo e Paraíba, perto da Praça Central, na madrugada de domingo. Enquanto era feito o flagrante da sua prisão na delegacia chegaram várias mensagens cobrando a entrega do produto e até o pedido de um contato para ele vender a crédito.

“Ela quer no fiado para pagar na terça-feira”, para uma cliente que receberá o salário no próximo dia 1º de março, revelava uma das mensagens. Cássio gravou no grupo “O terror das baleias” mensagem em que alardeava a qualidade dos seus produtos “top de linha, diretamente da Bolívia, somente hoje em Siro. Aproveitem as promoções” e garanta “a gritaria e a satisfação”. Mais deixo claro que “não faço no fiado, só no dinheiro”.

Cássio foi preso por uma guarnição da Polícia Militar que atendeu a denuncia de que 4 ocupantes de um Fox de placa HSX-7641 estavam vendendo entorpecentes perto da praça. Chegando lá, os policiais fizeram o flagrante. Um dos ocupantes do veículo se declarou usuário, enquanto duas moças que estavam no carro, declararam que conheciam o funcionário, sabiam do seu negócio ilegal, mas garantiram não serem usuárias de drogas.