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Policial

Justiça reduz pena de médico que matou outro para assumir plantões

O veículo foi abordado por dois homens armados trajando roupas camufladas. Um deles chamou pelo nome do médico, que levou um tiro na cabeça

Campo Grande News

19 de Abril de 2011 - 16:42

A Justiça decidiu reduzir a pena do médico paraguaio Miguel Angel Carballar Arevalos, condenado por ter matado o colega médico Ademir Aparecido Pimenta dos Reis, há quatro anos. Além dele, o segurança Wandir Roque Fernandes da Silva, também foi beneficiado com a redução da condenação.

Miguel Angel foi condenado a 47 anos e deverá cumprir 34 anos e seis meses, o mínimo legal, de acordo com decisão da desembargadora Marilza Fortes. A pena, na avaliação da desembargadora, foi fixada de maneira exacerbada. Dos 34 anos a que foi condenado, Wandir teve reduzidos para 29 anos e dois meses.

Em 21 de março de 2007, o médico Ademir dos Reis foi morto a tiros após uma emboscada no final de uma ponte na região de Nova Andradina. No carro com o médico, estavam uma psicóloga e uma enfermeira.

O veículo foi abordado por dois homens armados trajando roupas camufladas. Um deles chamou pelo nome do médico, que levou um tiro na cabeça. A psicóloga e a enfermeira também foram atingidas, no rosto e no braço, respectivamente. Ademir morreu no Hospital Santa Rita, em Dourados.

Quando a prisão foi efetuada, as investigações apontavam para duas possibilidades: a de que Arevalos teria matado o colega para assumir seu emprego; e de que Reis teria denunciado o médico paraguaio por uso de falso diploma

Na época do crime, Wandir confessou ter sido contratado pelo médico por R$ 1 mil, para matar Ademir. No principio, Miguel disse que contratou o segurança em Novo Horizonte do Sul. Mas depois, afirmou ter ele mesmo matado o médico e que Wandir auxiliou na execução do assassinato.

A psicóloga que sobreviveu a emboscada contou, na época do julgamento (em 12 de agosto de 2010), que vive sob efeito de remédios e que não foi reconhecida pela própria filha, de 3 anos de idade, depois de ter o rosto desfigurado pelos estilhaços da bala que mataram o médico.