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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Quarta, 2 de Dezembro de 2020

Policial

Justiça revoga preventiva e ex-comandante fica em casa

Flávio Paes/Região News

19 de Outubro de 2020 - 09:34

Tenente-coronel Jidevaldo de Souza Lima Foto: Henrique Kawaminami

O ex-comandante da 8ª Companhia Independente da Polícia Militar, sediada em Sidrolândia, tenente-coronel Jidevaldo de Souza Lima, foi um dos sete oficiais da PM que tiveram a prisão preventiva revogada pela Justiça na última sexta-feira. 

Todos são réus em processo por suposto envolvimento com a Máfia do Cigarro. Eles foram presos em maio deste ano, quando o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) realizou nova etapa da Operação Oiketicus, batizada de Avalanche.

A defesa de Jidevaldo de Souza Lima informa que ele estava em prisão domiciliar por questão de saúde. De acordo com o advogado Thiago Bunning, a preventiva foi revogada por ausência de risco atual, com fatos de 2018 e o oficial jamais interferiu na investigação ou em qualquer ato do processo. 

Durante audiência na última sexta-feira (dia 16), o Conselho Especial de Justiça deliberou pela revogação das prisões preventivas dos oficiais: coronel Kleber Haddad Lane, tenente-coronel Carlos da Silva (então comandante da PM de Dourados), tenente-coronel Josafá Pereira Dominoni (preso no comando da 5ª Companhia da PM de Campo Grande), tenente-coronel Wesley Freire de Araújo (que comandava a PM em Naviraí), major Luiz Cezar de Souza Herculano (que era comandante em Coxim) e tenente-coronel Jidevaldo de Souza Lima que quando foi preso chefiava a 4ª Seção do Estado Maior da PM.

Em liberdade, eles deverão seguir as seguintes regras: afastamento das funções, proibição de comunicação entre os réus e também com as testemunhas, recolhimento domiciliar noturno (das 18h às 6h), manutenção do endereço atualizado e também de número de celular com WhatsApp, além de comparecimento aos atos processuais.

Outro ex-comandante da PM de Sidrolândia, tenente-coronel Erivaldo José, foi colocado em liberdade porque contraiu Covid-19 no presídio. Ele é acusado de ter recebido propina para deixar passar cargas de cigarro contrabandeado.