Policial
Ladrão negociou venda das armas de CAC por telefone após furto no Coophasul
Suspeito vigiou residência por alguns dias antes do furto.
Midiamax
16 de Abril de 2026 - 15:13

O ladrão preso por furtar um arsenal de um CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), na segunda-feira (13), negociou a venda das armas por telefone. Ele e o comparsa foram presos pelo Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar).
As armas furtadas foram recuperadas, mas o fuzil da vítima — que pode ser avaliado em até R$ 30 mil — ainda não foi localizado. O CAC tinha toda a documentação do armamento levado pelos ladrões.
O suspeito disse à polícia que vendeu as armas para algumas pessoas da região. O rifle, a pistola e um revólver foram vendidos para uma única pessoa, que pagou o armamento em dinheiro e cocaína. O homem não soube identificar o comprador com precisão, mas afirmou que ele foi até sua casa em um carro, de cor preta, e negociou a compra por telefone.
As demais armas, sendo uma arma longa calibre 5.56 e outro revólver, foram negociadas de forma semelhante, mas o suspeito não soube informar a identidade do comprador.
Algumas das munições furtadas ainda estavam na residência do suspeito. Ele confessou ter organizado o furto, tendo seu comparsa participado da empreitada criminosa durante os cinco dias e ajudado a arrombar o imóvel e transportar os itens.
Furto durante cinco dias consecutivos
O morador disse para a equipe do Batalhão de Choque da PM que estava fora de casa há alguns dias, pois havia se mudado. Na segunda-feira (13), um parente informou o CAC que sua casa aparentava ter sido arrombada.
Assim, o CAC foi até o imóvel e se deparou com a cerca elétrica rompida, marcas de escalada pelo muro e confirmou o arrombamento. Ele relatou que o cofre onde armazenava suas armas — registradas — e munições de vários calibres havia sido arrombado.
Na ocasião, os criminosos furtaram as armas e munições, e o CAC registrou boletim de ocorrência na Derf (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos), que iniciou as investigações.
Em patrulhamento pela região, a equipe do Batalhão de Choque foi informada de que um homem, conhecido como ‘Corumbá’, estaria passando pela residência do CAC há alguns dias. Ele já é conhecido na região, e a atitude levantou suspeitas dos vizinhos.
Logo, os policiais encontraram dois homens pelo bairro e, inicialmente, nada de ilícito foi localizado com a dupla. Durante a abordagem, foi constatado que um dos suspeitos era o ‘Corumbá’ e possuía características semelhantes ao que foi relatado pela vizinhança.




