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Policial

Laudo revela esquizofrenia de Adélio Bispo

Adélio está preso acusado pelo atentado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2018.

Midiamax

27 de Janeiro de 2026 - 15:18

Laudo revela esquizofrenia de Adélio Bispo
Adélio está preso na penitenciária federal de Campo Grande desde 2018, por facada em Bolsonaro. (Montagem: Reprodução / Ana Laura Menegat, Arquivo Midiamax)

Um laudo pericial diagnosticou Adélio Bispo — encarcerado em Campo Grande — com esquizofrenia paranoide e recomendou a internação dele em um hospital psiquiátrico. Adélio está preso pelo atentado contra o então candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, em 2018.

O laudo foi encaminhado à 5ª Vara Criminal de Campo Grande e aponta uma piora significativa no quadro de saúde mental de Adélio nos últimos sete anos, com aumento de alucinações e maior comprometimento da realidade. Em 2019, ele passou por uma perícia e foi considerado inimputável, sendo classificado com transtorno delirante permanente paranoide.

Conforme publicado pelo Metrópoles, a perícia foi feita a pedido da DPU (Defensoria Pública da União) para responder três questões consideradas essenciais, visando avaliar se o acusado teria condições de deixar o presídio.

Assim, ele foi submetido ao exame em novembro passado, ocasião em que os peritos concluíram que a permanência em presídio federal não é indicada. Portanto, sugerem encaminhamento ao Caps (Centro de Atenção Psicossocial) em Montes Claros (MG), cidade natal de Adélio.

Em 2024, o Jornal Midiamax noticiou que o acusado deveria deixar a Capital sul-mato-grossense em julho daquele ano, mas ele continua encarcerado na cidade.

O laudo revela o diagnóstico de esquizofrenia paranoide e explica que o detento apresenta risco contínuo de periculosidade, não pode conviver sem medidas de segurança e não possui perspectiva de melhora na cadeia. Por isso, os peritos recomendam a internação dele em hospital psiquiátrico de custódia.

O acusado do atentado contra Bolsonaro não reconhece que está doente e não entende a necessidade de tratamento médico. Ele também apresenta delírios estruturados de natureza religiosa, política e persecutória — todos ativos nas fases de acompanhamento institucional, segundo o Metrópoles.

Além disso, Adélio tende a permanecer sozinho, evita banho de sol em coletividade e teme interação com outros presos. O laudo revelou ainda que o ambiente prisional contribui para a manutenção e o agravamento do quadro de saúde do acusado.