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Policial

Loja de chinelos em MS seria fachada para lavagem de dinheiro, diz polícia

Conforme a delegada, assim que a empresária montou uma loja do ramo, há seis anos, ela teve acesso a uma relação de servidores aptos para o empréstimo

G1 MS

30 de Janeiro de 2015 - 15:33

Além dos estelionatos e organização criminosa, a Polícia Civil aponta empresária de 32 anos, suspeita de chefiar uma quadrilha que realizava empréstimos consignados, como a responsável pelo crime de lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul. Nesta sexta-feira (30), a delegada Ana Cláudia Medina, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Deco), disse ao site que a mulher inauguraria uma loja de venda de chinelos, na intenção de camuflar os seus crimes.

“Nós estamos analisando a possibilidade de prorrogar a prisão dos seis envolvidos, principalmente porque encontramos muitos documentos. Eles eram muito bem organizados, com planilha, caderneta com ao menos 50 nomes de possíveis vítimas, além de todo o conhecimento da chefe do grupo em como funcionava o ramo de empréstimo consignado”, afirma a delegada.

Conforme a delegada, assim que a empresária montou uma loja do ramo, há seis anos, ela teve acesso a uma relação de servidores aptos para o empréstimo.

“Ela definiu exatamente o papel de cada um do grupo, inclusive do ex-marido e jamais descia em locais, para não ser reconhecida. No entanto, a mulher centralizava para si qualquer poder de decisão”, explica a delegada.

Fixação

Ao todo, a empresária completou o 21° boletins de ocorrência. “Ela realmente possuía fixação por este número. É o dia em que ela nasceu, além de ser o número existente em todas as placas dos sete carros que ela possuía, o número da galeria de lojas que ela estava prestes a inaugurar, entre outras coisas que ela usava este número”, comenta a delegada.

No patrimônio acumulado pela quadrilha, que a delegada acredita ultrapassar o valor de R$ 500 mil, a delegada diz que todos os bens foram apreendidos. “Temos ainda que apreender uma moto aquática, mas temos sete veículos e quatro imóveis onde houve o sequestro. A mulher agia não só em Três Lagoas, onde ela foi presa, mas também em Campo Grande, Aparecida do Taboado e Araçatuba (SP). Neste último município ela inclusive estava em poder de notas falsas de dinheiro", finaliza a delegada.

Operação Stellium

Durante a manhã da última quarta-feira (28), a polícia deflagrou a operação para cumprir 21 mandados de prisão e busca e apreensão. As investigações apontaram que o grupo falsificava documentos e também fazia empréstimos consignados em nomes de servidores públicos sem que eles soubessem da situação.

Ao todo, as averiguações apontam que eles adquiriram cerca de R$ 500 mil. A operação foi realizada pela Deco, Delegacia Regional de Três Lagoas, Departamento de Inteligência Policial e Delegacia de Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras).