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Policial

Mãe deixou bebê sangrar até morrer e mandou adolescente enterrar corpo

Conforme as investigações, I.G.F. deu a luz e deixou o bebê sangrar pelo cordão umbilical até morrer.

Campo Grande News

30 de Janeiro de 2014 - 08:49

A Polícia Civil de Bela Vista concluiu, nesta quarta-feira (29), que uma mulher deu a luz a uma criança e a deixou sangrar até morrer no dia 4 de janeiro deste ano. Ela e o filho, de 15 anos, foram indiciados por homicídio qualificado por meio cruel e ocultação de cadáver. Ela e três familiares, que acobertaram o caso, vão responder por corrupção de menores.

Conforme as investigações, I.G.F. deu a luz e deixou o bebê sangrar pelo cordão umbilical até morrer. Após a morte da criança, ele pediu para o filho de 15 anos enterrá-lo no quintal. O caso só veio a público porque a mulher deu entrada no hospital da cidade com hemorragia transvaginal intensa. Os médicos constataram que ela estava grávida, mas não encontraram a criança.

O Conselho Tutelar foi acionado e a mulher confessou que enterrou o filho no quintal da residência. A delegada Kellen Laura Baltha da Silva Leitão iniciou as investigações e os policiais encontraram o corpo da criança enrolado em uma toalha, dentro de uma caixa de papelão e dentro de um buraco no fundo do quintal.

A perícia constatou que a criança nasceu de parto normal e morreu em decorrência da hemorragia por meio do cordão umbilical, que não foi estancado. Familiares da mulher alegaram não ter conhecimento da gravidez.

Em depoimento à polícia, o adolescente revelou que a mãe I.G.F. agiu dolosamente. Ela mandou ele enterrar o corpo no quintal da casa. Ele ainda revelou que contou a história para a avó e um tio. Os dois foram indiciados por corrupção de menores.

Após descobrir que a mulher pretendia fugir para o Paraguai, a Polícia solicitou e a Justiça decretou a prisão preventiva da acusada. Ela está detida na cadeia pública de Bela Vista.

Segundo a delegada, ela pode ir a júri popular e ser condenada de 12 a 30 anos de prisão pelo homicídio, mais um a três anos por ocultação de cadáver e de um a quatro anos por corrupção de menores.