Policial
Ministério Público investiga envolvimento de servidores do DETRAN-MT na venda de CNHS
09 de Abril de 2013 - 14:54
O MPE (Ministério Público Estadual) investiga o envolvimento de servidores do Detran (Departamento de Trânsito) de Mato Grosso com a quadrilha presa nesta manhã (9) em uma operação desencadeada entre o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e PRF (Polícia Rodoviária Federal) em cinco cidades de Mato Grosso do Sul. A organização criminosa é acusada de emitir CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) de forma fraudulenta .
De acordo com o chefe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Marcos Alex de Oliveira Veras, a suspeita foi levantada por conta do material apreendido com integrantes da quadrilha. O papel usado na impressão do documento é original e emitido pelo departamento de trânsito do MT.
Segundo a PRF, a investigação ainda apura a ligação entre membros da quadrilha de MS e MT, já que o chefe da organização, o advogado Ivan Costa dos Reis, de 43 anos, foi preso em Cuiabá, capital do Estado vizinho. Ele foi trazido para a sede do Gaeco, em Campo Grande, de helicóptero.
Os outros envolvidos também já estão na sede do grupo. Foram presos no Estado Francisco de Lima, de 43 anos, em Nioaque; os irmãos Elcilande Serafim de Souza, 46 anos, Elcimar Serafim de Souza, 37 anos, e Elcivar Serafim de Souza, 58 anos, em Anastácio; Gilmar Rabelo Ferreira, 40 anos, em Jateí; Adélio Paulino, de 63 anos, em Sidrolândia.
Com Adélio, foram apreendidas
duas armas: uma espingarda calibre 22 e um revólver com o mesmo calibre.
A investigação foi iniciada em outubro do ano passado diante da constatação de
um grande de duplicidade de numeração de CNHs. Além das carteiras de
habilitação, a quadrilha também emitia certificados de Cursos de Transporte de
Cargas Perigosas, Transporte de Passageiros e Coletivos.
De acordo com o MPE, cada habilitação era vendida por valores que variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil. Já os certificados de curso eram vendidos pelo valor de R$ 400. Estima-se que em menos de três meses a quadrilha tenha comercializado cerca de 50 habilitações.
Nesta terça-feira, o Ministério Público brasileiro, através do GNCOC (Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas), em parceria com diversos outros órgãos, deflagrou a Operação Nacional contra a Corrupção, destinada a desmantelar esquemas de corrupção que atuavam em 12 Estados do País: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.




