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Policial

Mulher diz que jovem agiu por ciúme e mentiu ao delatar cárcere em receita

Ela tinha muito ciúmes dele, queria que ele abandonasse os filhos e fez isso para se vingar”, declarou Rosa

G1 MS

22 de Agosto de 2014 - 09:29

Moradora da mesma casa da adolescente de 17 anos que denunciou ter sido vítima de cárcere, em Campo Grande, Rosa Conceição Moreira, de 51 anos, foi à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), na manhã desta sexta-feira (22), para prestar depoimento. Ao site, a dona de casa afirmou que a garota mentiu e agiu por ciúme e vingança.

“Ela tinha muito ciúmes dele, queria que ele abandonasse os filhos e fez isso para se vingar”, declarou Rosa. Ela contou que está separada do suspeito, de 40 anos, há dez anos e que moram todos na mesma residência há cerca de cinco meses.

“Antes, moravam só os dois em outra casa. Ela não cuidava da casa nem do bebê. Ele chegou a ter início de pneumonia. Então, eles foram morar lá em casa para eu cuidar do bebê e dela”, disse.

Conforme a dona de casa, o relacionamento dela com o suspeito era de amizade. Ela relatou que dormia com a adolescente e o bebê em um quarto, enquanto o jardineiro e os filhos dele, de 11 e 15 anos, dormiam em outro cômodo. “Eu amo esse filho dela como se fosse meu.”

Rosa garantiu ainda que foi a adolescente quem não deixou abrir o portão quando a Polícia Militar (PM) chegou ao local, na noite de segunda-feira (18), e que ela não era mantida em cárcere. Conforme a mulher, a garota tinha celular, passeava em shopping, saía na rua, ia ao mercado e até distribuiu currículos em mercados da região.

“Nunca foi cárcere. Eu ficava em casa e ela saía. Ela ia ao shopping, supermercado.” Rosa também negou que houve ameaças e agressões. “Ela é doente de ciúmes”, afirmou, destacando ainda que a garota ligava para o suspeito várias vezes ao dia e que ele nunca deixou faltar nada para ela. “Ele a ama e ama o filho.”

Sobre a falta de registro de nascimento do bebê, a dona de casa disse que a menina tinha dúvidas em relação ao nome.

Caso
Mãe e filho foram resgatados no local pela Polícia Militar (PM) na última segunda-feira, depois que a garota escreveu um pedido de socorro no verso de uma receita médica e entregou à funcionária de uma farmácia.

A adolescente explicou à polícia que não denunciou o caso antes por medo do suspeito, que fazia ameaças.

No pedido de ajuda escrito no verso da receita médica, a adolescente chama o suspeito de psicopata e diz que é mantida em cárcere privado.

A garota disse que também que escreveu o bilhete no mesmo dia em que entregou a receita à funcionária da farmácia. Ela também relata que sofre agressões e ameaças do homem, diz que o suspeito ameaçou tirar o filho dela e indica o nome e o CPF dele.