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Policial

Mulheres são maioria entre os novos empreendedores no Brasil, diz pesquisa

Prova disso é o índice de escolaridade: 49% dos donos de novos negócios -em que as mulheres são maioria- têm pelo menos o segundo grau completo.

Agência Sebrae

10 de Fevereiro de 2014 - 16:52

Dados revelados pelo Sebrae a partir da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) mostram que 52% dos novos empreendedores -aqueles com menos de três anos e meio de atividade- são mulheres. A força empreendedora feminina é maioria em quatro das cinco regiões brasileiras. Apenas no Nordeste elas ainda não ultrapassaram os homens, mas estão quase lá, com aproximadamente 49% de participação entre os novos empresários.

"A cada ano, o perfil do empreendedor brasileiro se torna mais feminino e mais escolarizado", afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. "As mulheres estão investindo em qualificação, buscam acesso às informações, não permitem amadorismo."

Prova disso é o índice de escolaridade: 49% dos donos de novos negócios -em que as mulheres são maioria- têm pelo menos o segundo grau completo.  Já entre os donos de negócios estabelecidos (com mais de três anos e meio de atividade),  -em que os homens são maioria- esse índice é de 41%.

A pesquisa GEM aponta ainda que 66% das mulheres iniciam uma empresa após identificar uma oportunidade de mercado. "Elas estão deixando de empreender apenas para complementar a renda da família ou por consequência de um passatempo", declara o presidente do Sebrae.

Mesmo em um cenário praticamente de pleno emprego, em todas as regiões do país a maioria das mulheres que conduzem suas próprias empresas são movidas pela oportunidade e não pela falta de alternativas. Boa parte desse resultado pode ser creditado à força do mercado interno brasileiro, fortalecido pela expansão da classe média.

Mas, o fator determinante para o aumento do número de mulheres que empreendem é a flexibilidade para administrar o próprio tempo: gerenciar a própria empresa permite que elas consigam dividir o trabalho com outras atividades da vida familiar. "Isso não quer dizer que elas trabalhem menos, mas ganham autonomia para escolher seus horários", diz Barretto.

A pesquisa GEM, uma iniciativa da London Business School e Babson College, é feita em 68 países, cobrindo 75% da população global e 89% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial.  No Brasil, ela é patrocinada pelo Sebrae e realizada pelo IBQP (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade), em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Foram entrevistadas 10 mil pessoas de 18 a 64 anos, de todas as regiões, e 85 especialistas em empreendedorismo. Entre os ouvidos pela GEM estão desde pessoas que estão se preparando para iniciar um empreendimento até os que já estão estabelecidos no mercado.