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Policial

Nando briga com lutador em presídio e agride servidores

Segundo a Agepen, Nando e Rafael trocaram chutes e socos durante o período de banho de sol do pavilhão II do solário da ala G.

Campo Grande News

19 de Outubro de 2017 - 14:52

Acusado de assassinar pelo menos 16 pessoas, Luiz Alves Martins Filho, 50 anos, o Nando, e o lutador de jiu-jitsu Rafael Martinelli de Queiroz, 29 anos, condenado a 10 anos de prisão por espancar até a morte o hóspede de um hotel, se encontraram no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) e trocaram socos. O caso aconteceu na tarde do dia 3 de outubro.

Segundo a Agepen, Nando e Rafael trocaram chutes e socos durante o período de banho de sol do pavilhão II do solário da ala G. Na ocasião, os dois não foram isolados em cela disciplinar devido ao estado de saúde dos deles. O lutador faz tratamento psiquiátrico. Nando tem problema na bexiga e usa sonda.

Antes de se meter em confusão com o lutador, a Agepen (Agência Estadual da Administração Penitenciária) já havia aberto Procedimento Administrativo Disciplinar para apurar a conduta de Nando, que desrespeitou e agrediu agentes penitenciários, no dia 27 de setembro. O motivo da confusão, nos dois casos, não foi informado.

Em nota a Agepen informou que o Padic (Procedimento Administrativo Disciplinar) foi instaurado e os dois estão cumprindo sanções como o isolamento dos demais internos e horários do banho de sol alternados. Ambos se encontram na ala G do Instituto Penal. Quanto à transferência dos envolvidos, o órgão diz que depende de decisão judicial após conclusão procedimento instaurado.

Crimes - O lutador de jiu-jitsu Rafael Martinelli Queiroz, 29 anos, foi condenado a 10 anos de prisão em regime fechado, no dia 27 de abril, por espancar até a morte Paulo Cézar de Oliveira, 49 anos, em um quarto de hotel na noite do dia 18 de abril de 2015.

Luiz foi preso em novembro do ano passado, quando o grupo de extermínio que comandava na região norte de cidade foi descoberto. Ele é acusado de ter matado pelo menos 16 pessoas, entre os anos de 2012 e 2016, e ficou conhecido como um dos maiores serial killers do Estado, pela quantidade e a forma cruel como executava os crimes. Nando ainda não foi julgado.