Policial
"Não troco filhos por homem", diz mãe de menino de 2 anos após estupro
Caso foi em Três Lagoas, leste de MS. Criança contraiu HPV, diz delegado. Suspeito é padrasto da criança e nega crime, segundo Polícia Civil.
26 de Junho de 2015 - 13:16
A mãe do menino de 2 anos, que contraiu HPV depois de ser estuprado pelo padrasto, segundo a Polícia Civil, diz que não desconfiou dos abusos. A estudante de 21 anos relatou ao site, nesta sexta-feira (26), que o filho nunca comentou nada ou apresentou comportamento diferente. O caso aconteceu em Três Lagoas, a 313 km de Campo Grande.
"Nunca imaginei ou desconfiei e outra se eu tivesse visto alguma coisa jamais iria esconder, realmente ia falar, denunciar. Não troco meus filhos por homem nenhum, sempre vou estar do lado dos meus filhos. Não tenho motivos para desconfiar [do suspeito], por isso não vou apontar o dedo na cara de ninguém, mas sei que quem vê cara não vê coração, então se ele for mesmo culpado quero justiça", afirmou a jovem.
A jovem disse não ter suspeitos e afirmou não saber onde e quando os abusos poderiam ter ocorrido, já que segundo ela, o filho passa meio período do dia na creche e o restante do dia fica com ela. A mulher não desconfia que possa ter sido na escola.
O delegado Paulo Henrique Rosseto informou que, além do padrasto ser o principal suspeito desde o início das investigações, o depoimento do casal foi contraditório.
Havia contradição na fala do padastro e da mãe. Ambos mentiram. A psicóloga falou com a criança e, por duas vezes, ela disse que o padrasto teria cometido o abuso, contou Rosseto.
A mulher é mãe de outras duas crianças, de 5 anos e um mês, mas só o bebê e o menino de 2 anos moram com ela. O filho mais velho mora com a avó, que ajudou a criar quando a garota precisava trabalhar.
O estupro foi registrado no dia 2 de junho, mas foi divulgado nesta quinta-feira (25). Desde o dia do registro, o menino está morando com o pai biológico.
A mãe diz que há cerca de um ano e seis meses o filho apresentou uma pequena verruga na região do ânus, mas ela diz que não sabia que poderia ser algo mais grave. Há cerca de dois meses, quando outra verruga apareceu, a mãe disse que informou o pai da criança e os avós e levou o filho no médico.
A criança, segundo ela, foi encaminhada para consulta com pediatra, mas nenhum médico havia cogitado a possibilidade de doença sexualmente transmissível. Outra consulta estava agendada para o dia 9 de junho, segundo a jovem, mas uma semana antes o pai biológico pegou o filho para passar o fim de semana e aproveitou para levá-lo ao médico, que constatou o abuso e a DST.
O suspeito prestou depoimento para polícia e negou o crime, mas não foi preso porque, segundo o delegado Rosseto, o inquérito precisa ser concluído. O inquérito será concluído na semana que vem, falta apenas uma diligência e depois será encaminhado para o Poder Judiciário. Ele já foi indiciado por estupro de vulnerável, afirmou.
A criança foi recolhida pelo Conselho Tutelar e entregue para o pai biológico. Segundo o delegado, o menino foi levado a uma clínica e médicos constataram que ele havia sido abusado sexualmente e teria contraído HPV. Os médicos acionaram o Conselho Tutelar e o pai biológico registrou um boletim de ocorrência.




