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Policial

Novo aparelho reforça revista em visitantes na Máxima

O equipamento tem formato de um banco, com mecanismos sensíveis à presença de metal

Assessoria

03 de Julho de 2012 - 16:42

Uma banqueta detectora de metais agora está sendo utilizada na revista de pessoas que entram no Estabelecimento Penal “Jair Ferreira de Carvalho” (Penitenciária de Segurança Máxima da Capital) para visita.

O equipamento tem formato de um banco, com mecanismos sensíveis à presença de metal. Com isso, é capaz de identificar, por exemplo, no momento em que a pessoa senta, se ela tem algum aparelho celular introduzido no corpo, tática recorrente - e de difícil identificação - entre visitantes, na tentativa de burlar a segurança na unidade penal.

Somente no último fim de semana, primeiro em que o equipamento foi utilizado na revista corporal, foram encontrados quatro aparelhos celulares, dois cabos USB e fones de ouvido. Apesar de não ser o foco do detector, também foram encontradas porções de drogas, somando um total de 1,164 quilos, entre maconha e cocaína. “Só não apreendemos mais porque, ao saberem da utilização do aparelho, muitas pessoas, ainda do lado de fora, desistiram de entrar”, informou o diretor do presídio, João Bosco Correa.

Além da banqueta detectora da Máxima da Capital, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) adquiriu outros três equipamentos que estão sendo instalados em outras unidades penais do Estado. E também está em fase de licitação na Central de Compras do Governo a aquisição de 50 banquetas detectoras, com as quais será possível equipar todos os estabelecimentos penais gerenciados pela agência penitenciária.

Segundo o diretor presidente da Agepen, Deusdete Oliveira, o uso da banqueta detectora é apenas um reforço nos procedimentos de revistas adotados, sendo exigido também mais rigor nos processos de fiscalização manual e visual procedidos pelos servidores penitenciários.

Paralelo a isso, conforme Oliveira, a instituição também está buscando o bloqueio do sinal de celular no Complexo Penitenciário da Capital. Para isso, uma empresa especializada está realizando estudos no sentido de apontar qual o aparelho bloqueador realmente eficaz para cortar o sinal no âmbito do complexo. “Esse estudo foi iniciado há cerca de dez dias, e o prazo dado para a conclusão é de 45 dias”, informa.

O diretor-presidente da Agepen explica que testes anteriores apontaram que, por conta de uma antena de telefonia instalada próxima aos presídios, a emissão de sinal ao complexo é muito intensa, o que dificulta uma tecnologia totalmente eficaz e o menos onerosa possível. “Com esse estudo em mãos poderemos tomar as providências necessárias nesse sentido”, ressalta.