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Policial

Olarte vive rotina de preso e faz culto evangélico na cadeia, diz advogado

Olarte chegou em uma viatura da Polícia Militar às 9h. Entrou pelo estacionamento do prédio e não deu declarações.

Midiamax

06 de Outubro de 2015 - 08:53

Pastor evangélico, o vice-prefeito afastado do cargo de prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), fez “dois ou três” cultos religiosos na Companhia de Guarda e Escolta da Polícia Militar, onde está preso desde a sexta-feira (2). Quem conta é o advogado dele, Jail Azambuja, que chegou pouco antes do cliente à sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), na manhã desta terça-feira (6).

Olarte chegou em uma viatura da Polícia Militar às 9h. Entrou pelo estacionamento do prédio e não deu declarações.

Segundo Azambuja, Olarte “está vivendo a rotina de preso como qualquer outro” e recebeu autorização para ter um violão na cela, como já havia informado o jornal no sábado (3). Além dos cultos com os demais presos – no local ficam encarcerados apenas policiais militares – ele tem passado as horas lendo a bíblia.

O advogado criticou a decisão de prender Olarte e garantiu que seu cliente “vai esclarecer tudo que puder colaborar como sempre colaborou” com as investigações do Gaeco. O vice-prefeito é investigado por suspeita de integrar suposto esquema de compra de votos de vereadores para cassar o prefeito, Alcides Bernal (PP).

“Ele se sente injustiçado. Não havia necessidade de prisão alguma, foi uma medida desproporcional, fora dos padrões. Se fosse para prestar depoimento, bastaria notificá-lo”, analisa Azambuja. Eles aguardam decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para ampliar efeitos de habeas corpus que garantiu, na sexta passada, a soltura do empresário João Amorim, dono da Proteco, alvo da mesma operação.

Na noite de segunda-feira (5), o pastor passou mal – uma crise de pressão alta e dores na nuca, segundo o advogado – e precisou ser levado ao hospital. Foi medicado antes de ser conduzido de volta à prisão.