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Policial

Operação conjunta apreende quase três mil quilos de produtos impróprios ao consumo

Para a Decon, que coordenou as ações, foi constatado que “alguns comerciantes insistem em priorizar o lucro e não a saúde pública

Midiamax

17 de Julho de 2012 - 13:39

Resultado de um trabalho de investigação de pelo menos seis meses nas principais rodovias de Mato Grosso Sul, para vistoriar locais que realizavam comércio de produtos e abate clandestino, a operação conjunta entre a Polícia Civil e órgãos sanitários resultou na apreensão de quase três mil quilos de produtos de origem animal, nos dias nove a 13 de julho.

Após bloquear as barreiras nas BR´s em Campo Grande, Sidrolândia, Rochedo, Terenos e Jaraguari, os policiais vistoriaram três locais suspeitos e também identificaram quais seriam os principais acessos neste tipo de comercialização, entre elas estradas vicinais e barreiras volantes.

Desta maneira, foi identificado e fechado na última quinta-feira (12), um abatedouro clandestino de carne suína, sem nenhuma condição sanitária, localizado na região da Chácara das Mansões, próximo a BR 163, na saída para São Paulo, em Campo Grande.

Na ocasião, a polícia encontrou anotações de vendas e modelos de recibos que indicam o comércio da carne a pelo menos sete restaurantes conhecidos da Capital. No abatedouro tinham 31 metades de carcaças em um local utilizado como câmara fria, 20 porcos e outros animais como galinhas e seriemas.

Também foram encontrados sacos plásticos com inscrições de restaurantes denominados de “kit’s para feijoada” e torresmo. Mesmo não estando no local, o proprietário da chácara, Edevaldo Veloso da Silva, 59 anos, foi indiciado por fornecer produto impróprio para consumo, maus tratos, crime ambiental e furto de energia, além da possibilidade de ser multado em R$ 15 mil.

O outro flagrante ocorreu na rodovia MS-060, próximo à Sidrolândia, cidade distante a 70 quilômetros da Capital. Foram flagrados produtos de origem animal, sendo transportados de forma indevida em uma carroceria de caminhonete.

Os produtos, impróprios para o consumo, foram apreendidos e posteriormente destruídos. No total, a fiscalização confiscou 500 quilos de produtos. Os proprietários foram autuados administrativamente pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária, Animal e Vegetal) e o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Para a Decon (Delegacia de Atendimento ao Consumidor), que coordenou as ações, foi constatado que “alguns comerciantes insistem em priorizar o lucro e não a saúde pública.

E o descaso maior é com o consumidor, pois a fabricação e a comercialização dos produtos impróprios, além de ser crime contra as relações de consumo e passível de prisão em flagrante delito, ainda concorre em perigo à saúde pública.