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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Terça, 29 de Setembro de 2020

Policial

Para não lavar banheiro, preso mata companheiro enforcado em cela

O crime aconteceu no Presídio Fechado da Gameleira inagurado em novembro do ano passado.

Campo Grande News

15 de Junho de 2020 - 08:45

Cumprindo pena desde 2011 por roubo e tráfico de drogas, Gleison da Silva Lemos, 26 anos, matou o companheiro de cela, Junio César Camargo, na manhã de ontem (14). O caso aconteceu na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira, inaugurada em novembro do ano passado, na MS-455.

O crime aconteceu na cela 7 do Pavilhão de Inclusão onde havia mais 8 internos, além da vítima. Junio foi encontrado pendurado em um cobertor, amarrado ao concreto de proteção da janela. Gleison assumiu o crime sozinho e foi autuado em flagrante por homicídio. Ele disse que conhecia Junio de outros presídios e já tinha desentendimento com a vítima.

Segundo o auto de prisão em flagrante, Gleison contou que cumpre pena há 9 anos e nesse período já passou pela Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande, unidade penal de Cassilândia e pela PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Contou que conheceu a vítima há pouco mais de 5 anos no presídio de segurança máxima e desde então afirmou que era ameaçado, agredido com tapas na cara e obrigado a lavar o banheiro por Junio. Disse que as agressões só pararam quando foi transferido para a unidade prisional de Cassilândia.

No último sábado (13), os dois voltaram a se encontrar na mesma cela, quando Junior foi levado para a penitenciária. Gleison disse que Junio voltou a fazer ameaças dizendo que o faria de “mulherzinha” para lavar o banheiro da cela.  Disse que não conseguiu dormir à noite pensando nas ameaças que havia sofrido e resolveu matar a vítima no dia seguinte. Junior foi estrangulado com faixa de curativo e toalha, por volta das 9h.

Não satisfeito, Gleison ainda colocou o corpo em um tanque, amarrou uma coberta no pescoço da vítima e a pendurou no vão de concreto da janela. O caso foi registrado na Depac/Cepol. - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS