Policial
Pelo 5º dia, bombeiros fazem buscas no rio Anhanduí pelo corpo de Kauan
De acordo como tenente Alex Fernandes, enquanto não houver novidades no caso a corporação vai continuar as buscas no local indicado pelo delegado titular da Depca
Campo Grande News
25 de Julho de 2017 - 09:03
Corpo de Bombeiros voltou ao rio Anhanduí para continuar as buscas pelo corpo do menino, Kauan Andrade Soares dos Santos, de 9 anos. Na manhã desta terça-feira (25) uma equipe com cinco militares vai percorrer as margens e o leito do rio, desde sexta-feira (21) as equipes fazem busca no local.
De acordo como tenente Alex
Fernandes, enquanto não houver novidades no caso a corporação vai continuar as
buscas no local indicado pelo delegado titular da Depca (Delegacia
Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente), Paulo Sérgio Lauretto.
Kauan foi estuprado e assassinado violentamente no dia 25 de junho, conforme
confissão de um adolescente de 14 anos que diz ter participado do crime junto
com um homem de 38 anos. O suspeito preso pelo crime é o professor Deivid
Almeida Lopes, morador do bairro Coophavilla II.
"Ontem nós andamos 12 km no leito do rio. Começamos na ponte do Jardim
Pênfigo e fomos até uma propriedade particular depois da ponte da Gameleira.
Hoje não temos um limite para seguir, vamos partir aqui da ponte da avenida
Campestre", destacou o tenente.
Ainda conforme o militar, mesmo que não tenha um pedido do delegado as buscas
vão continuar enquanto não houver novidades no caso. "A responsabilidade
por fazer buscas em mata e na água é do Corpo de Bombeiros. Enquanto o delegado
não disser que mudou algo, vamos continuar buscando o corpo no rio. só vamos
parar se o delegado ligar e informar que está em outro ponto da cidade",
afirmou.
Um mês Conforme
apurou a equipe da DEPCA, Kauan morreu no dia 25 de junho, dia em que saiu de
casa para brincar e não voltou. O testemunho de um adolescente, de 14 anos, que
teria levado Kauan até a casa do estuprador, norteou a investigação. No início
da noite daquele dia, a criança estava a cerca de 3 km de casa, na Coophavilla
2 bairro do sudoeste da cidade, onde o suspeito, um homem de 38 anos, mora.
Segundo o adolescente, quando o homem começou a violentar a criança, o menino
se debatia, chorava bastante e gritava muito. Por isso, o suspeito pediu para o
adolescente segurar o garoto enquanto ele tapava a boca do menino com a mão.
Minutos depois, Kauan parou de se debater e começou a sangrar pela boca. Foi
quando o pedófilo e o adolescente constataram a morte, resolveram se livrar do
corpo, o colocaram em um saco preto e atiraram no rio Anhanduí.
O suspeito, que diz ser professor, mas seria revendedor de celulares, nega ter
cometido o crime. A polícia investiga se ele fez outras vítimas e ainda busca
pelo corpo de Kauan, mas já trabalha com a certeza de que o menino foi
assassinado.




