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Um jornal a serviço do MS. Desde 2007 | Sábado, 26 de Setembro de 2020

Policial

PF cumpre mandados contra quadrilha que lavou R$ 90 milhões do narcotráfico

Grupo sacava dinheiro em Corumbá e depositava na Bolívia, sob justificativa que era dinheiro para estudantes de Medicina.

Campo Grande News

17 de Junho de 2020 - 08:40

A PF (Polícia Federal) cumpre dez mandados de prisão e de busca e apreensão em Corumbá e Imperatriz (MA) em investigação que apura lavagem de R$ 90 milhões em dinheiro do tráfico de drogas e de crimes de peculato. O esquema envolvia o saque em território brasileiro e depósito em casas de câmbio da Bolívia.

A operação Hipócrates foi deflagrada esta manhã, com apoio de 30 policiais federais. Simultaneamente, foram realizados o sequestro de bens móveis e imóveis, o bloqueio de contas e a suspensão da atividade econômica das empresas constituídas pelos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande.

A PF não informou quantos mandados estão sendo cumpridos em Corumbá.

Durante as investigações, a Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, identificou grupo de pessoas que realizava diversos saques em agências bancárias em Corumbá e que, em seguida, iam a casas de câmbio em Puerto Quijarro e Puerto Suarez para depósitos. O esquema criminoso movimentou, em quatro anos, mais de R$90 milhões.

A operação descobriu, ainda, que os investigados constituíram diversas empresas “de fachada”, com a finalidade de movimentar dinheiro de crimes diversos, como tráfico de drogas e peculato.

Os investigados poderão responder pelos crimes de evasão de divisas (Art. 22, parágrafo único, da Lei nº 7.492/86), lavagem de capitais (Art. 1º, caput, da Lei nº 9.613/98) e organização criminosa (Art. 2º, caput, da Lei nº 12.850/13), cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

A operação foi denominada “Hipócrates” em referência ao filósofo grego pai da medicina, já que o envio de dinheiro para estudantes brasileiros de medicina na Bolívia era utilizado como justificativa para a remessa ilegal dos valores ao país vizinho.