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Policial

PF deflagra ação em MS para desarticular quadrilhas de lavagem de dinheiro

Desde o início da madrugada, 25 pessoas já foram presas, sendo 16 em Brasília e ainda existe a suspeita do envolvimento de policiais que ajudavam a quadrilha.

Campo Grande News

19 de Setembro de 2013 - 08:29

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (19), uma operação para desarticular quadrilhas envolvidas na lavagem de dinheiro e na má gestão do regime próprio de previdência privada. Ao todo, 102 mandados estão sendo cumpridos, 5 de prisão preventiva, 22 de temporária e 75 de busca e apreensão no Distrito Federal. No Estado, a ação acontece em Porto Murtinho e Ponta Porã, a 323 quilômetros da Capital.

A investigação, para a 1ª operação da história neste tipo de crime, durou um ano e meio e culmina na prisão de servidores de prefeituras e empresários, que agiam em conluio, de acordo com a assessoria de comunicação do órgão. A intenção é apreender objetos adquiridos com o dinheiro ilícito.

Desde o início da madrugada, 25 pessoas já foram presas, sendo 16 em Brasília e ainda existe a suspeita do envolvimento de policiais que ajudavam a quadrilha. Cerca de 300 policiais estão distribuídos em Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Amazonas e Rondônia.

Os envolvidos fraudavam a previdência, aplicando o dinheiro dos servidores em ações de alto risco, forjando a perda do recurso. Os servidores então ficavam sem o dinheiro e os criminosos sacavam o benefício, sendo mais de R$ 300 milhões retirados nestes 18 meses.

Em consequência, o valor permanecia em contas bancárias de empresas de fachada ou fantasmas, abertas em nome de “laranjas” ou “testas-de-ferro”, de forma a ocultar os verdadeiros responsáveis por tais movimentações. Verificou-se a existência de uma holding de empresas que consistia em um verdadeiro serviço de terceirização para lavagem do dinheiro proveniente de crimes diversos.

Uma vez creditados nas contas bancárias das empresas investigadas, os valores ilícitos ficavam circulando pelas demais contas pertencentes à quadrilha até serem, enfim, sacados em espécie.

Os presos e indiciados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de gestão fraudulenta, operação desautorizada no mercado de valores mobiliários, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica.

A Operação batizada “Miquéias” contou com apoio do Ministério da Previdência Social e da Comissão de Valores Mobiliários. Miquéias denunciava os governantes, chefes e ricos das cidades de Jerusalém e Samaria que roubavam o povo através da língua enganosa, com armadilhas, exigiam presentes e subornos.