Policial
"PF não é louca de entrar sem mandado", rebate delegado sobre Giroto
No entanto a polícia contou que, para entrar na residência, foi chamado um chaveiro, sem necessidade de arrombamento
Midiamax
09 de Julho de 2015 - 16:00
A Polícia Federal rebateu declarações do assessor especial do Ministério dos Transportes e ex-deputado federal, Edson Giroto (PR), e garantiu haver mandado de busca e apreensão para todos os locais adentrados pelos agentes na manhã desta quinta-feira (9), durante a Operação Lama Asfáltica.
A casa do ex-parlamentar foi um dos alvos, tendo em vista que ele era secretário de Obras do Estado na gestão do ex-governador André Puccinelli (PMDB), período abrangido pela investigação.
Durante coletiva de imprensa para explicar o caso, o delegado Antônio Carlos Knoll argumentou que a Polícia Federal não é louca de entrar em algum imóvel sem amparo de mandado. Giroto disse ao Jornal Midiamax que sua casa havia sido arrombada e classificou o episódio como pura exposição e sacanagem.
No entanto a polícia contou que, para entrar na residência, foi chamado um chaveiro, sem necessidade de arrombamento. Ainda não foram divulgados os materiais apreendidos em cada lugar, mas sabe-se que entre as apreensões estão euros, dólares, reais, obras de arte, computadores e documentos.
Os crimes também não foram apontados individualmente, mas entre as suspeitas estão corrupção passiva e ativa, associação criminosa, fraude em licitação e peculato. A PF esclareceu, ainda, que a investigação gira em torno de empresas e secretarias, sendo assim o foco não são as pessoas e, por isso, nenhuma prisão preventiva foi decretada.
Giroto contou estar em Brasília com a esposa e a filha e que pediu ao seu advogado para acompanhar a ação da Polícia na sua mansão. A única coisa que levaram foi um computador da minha esposa. Vou ver com meu advogado como processar a Receita Federal e a Polícia por abuso de poder, porque estão falando da minha vida.




