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Policial

Pistoleiro atirou 12 vezes contra “JP” e morte foi festejada por detentos

Campo Grande News

30 de Novembro de 2020 - 13:36

Policiais do GOI (Grupo de Operações e Investigações) da Polícia Civil e perícia trabalhando no local do crime (Foto: Marcos Maluf)

O pistoleiro que abordou Juliano Pereira, de 42 anos, em frente ao Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, localizado na zona rural de Campo Grande, vestia roupa toda preta e pilotava uma Honda CB Twister vermelha, com capacete também vermelho. A informação foi dada por agente penitenciário que testemunhou a execução.

O atirador fez 12 disparos contra o detento, conhecido como “JP”. No local, a perícia encontrou 12 capsulas deflagradas de armas calibres 9 milímetros e ponto 40. Juliano saía do presídio quando foi surpreendido e morreu com tiros no tórax, cabeça e braços – peritos não informaram quantos.

Aparentemente, Juliano não era bem quisto no semiaberto. Outros detentos filmaram o corpo e comemoraram a execução. “Opressor maldito, vai para o inferno desgraçado”, “finado JP, coisa braba” e “tomou JP, seu otário” estão entre as frases ditas pelos apenados.

Quem é? – Segundo a imprensa paraguaia, Juliano Pereira era da família de Jorge Rafaat, vítima de execução cinematográfica em Ponta Porã, em 2016. Desde a morte do grande narcotraficante, a fronteira está em guerra e mais recentemente, com a Fahd Jamil e a família sob ataques ordenados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), cuja missão é consolidar o controle da região, um dos principais corredores de passagem de drogas, armas e cigarros do Paraguai para o Brasil.

Em 2017, Juliano Pereira foi apontado como principal suspeito pela execução da ex-mulher Fabiana Aguayo Baez, 23 anos, e da irmã dela Adriana Aguayo Baez, 28 anos, no Bairro Obreiro, em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Elas foram sequestradas, decapitadas e tiveram os corpos carbonizados na carroceria de uma caminhonete Ford Ranger. As cabeças estavam jogadas a 400 metros do local onde os cadáveres foram queimados.

A disputa pelo comando de "negócios" relacionados ao tráfico de drogas teria motivado o crime. À época, segundo informações da polícia, as investigações apontavam que Fabiana teria "tomado as rédeas" das negociações de drogas, antes feitas pelo marido, o que acabou incomodando Juliano, que estava preso no Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho. O site apurou à época que uma das funções de Pereira no PCC era cuidar do transporte e entrada das drogas no País vindos pelo Paraguai.

Condenado a 22 anos, Juliano cumpria pena por homicídio, roubo e tráfico de drogas.