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Policial

Polícia acredita em crime motivado por vingança

De acordo com o delegado Bruno Henrique Urban, as informações sobre o agente revelam que ele possuía uma conduta ímpar no trabalho

Jornal do Ônibus

12 de Fevereiro de 2015 - 07:49

A morte do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, de 44 anos, pode ter ocorrido por vingança. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de crime premeditado e não descarta a possibilidade de que o autor era um dos internos da Casa do Albergado. De acordo com o delegado Bruno Henrique Urban, as informações sobre o agente revelam que ele possuía uma conduta ímpar no trabalho, e mantinha bom relacionamento com os internos. "Até o momento, não identificamos nenhum tipo de ameaça contra o agente. 

Ele não tem histórico de inimizades, mas trabalhava com a massa carcerária. Neste meio, para desempenhar o bom trabalho que ele fazia, pode ter tido algum tipo de desavença", revelou. Imagens das câmeras externas do circuito de segurança do estabelecimento flagraram quando o autor entrou no local e efetuou os disparos. "Ele estava de capacete e usava uma blusa de manga cumprida. Ainda não conseguimos identificar, mas tudo está sendo analisado e a prisão do autor é uma questão de tempo. Não tenho como afirmar que foi um interno o autor do crime, mas nenhuma hipótese será descartada", concluiu. 

Para o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários, André Luiz Garcia Santiago, Carlos trabalhava há 10 anos como agente e sempre foi avaliado como um excelente profissional. "Alguns internos dão trabalho e ele sempre foi exemplo de honestidade. A boa conduta dele em relação ao sistema prisional, às vezes desagrada alguns detentos. O que está claro pra mim é que ele foi o alvo do crime, tanto é que havia outro agente do lado dele, que nada sofreu. Vamos aguardar a conclusão da polícia", desabafou. Carlos Augusto foi morto com pelo menos 4 tiros por volta das 5h40 desta manhã, enquanto controlava a saída dos presos do estabelecimento. A penitenciária abriga internos do regime semiaberto, que apenas dormem no local, mas são liberados pela manhã.