Policial
Polícia Civil identifica assassino de policial em Paranhos
O papiloscopista policial, lotado na Delegacia de Polícia Civil da cidade de Paranhos, foi assassinado com um tiro de escopeta calibre 12 na nuca.
A Gazeta News
14 de Fevereiro de 2014 - 07:52
A Polícia Civil, com apoio da Polícia Nacional do Paraguai e principalmente da sociedade da cidade paraguaia, já identificou o assassino do policial civil Marcílio Souza, de 51 anos, morto na tarde dessa quarta-feira, 12 de fevereiro em Ypejhú, no Paraguai. O papiloscopista policial, lotado na Delegacia de Polícia Civil da cidade de Paranhos, foi assassinado com um tiro de escopeta calibre 12 na nuca.
Segundo a polícia, o disparo foi realizado a queima-roupa, quando o policial tomava água em uma lanchonete da cidade paraguaia, após ter visitado a sede da Comissaria da Polícia Nacional do Paraguai para levar informações sobre o furto de um trator agrícola ocorrido no município de Sete Quedas, que faz divisa com Paranhos, do lado brasileiro da fronteira.
A identificação do acusado
De acordo com o delegado que comanda as investigações do caso, Dr. Rinaldo Moreira, que é titular em Sete Quedas, mas responde pelo expediente na Delegacia de Paranhos, após a morte do policial, equipes de investigadores das delegacias de Paranhos, Sete Quedas, Tacuru, Iguatemi e Eldorado, com apoio da Defron (Delegacia de Fronteira) e da polícia paraguaia, passaram a atuar no caso.
Segundo o delegado, diversas informações de populares indicaram que o autor do crime seria o pintor de paredes e também pintor automotivo, Gustavo Barros Benites, de 26 anos, o qual já havia sido investigado pelo policial assassinado.
De acordo com o delegado, o nome de Gustavo Benites, que desde 2012 está com a prisão preventiva decretada e está sendo procurado pela Justiça, já havia sido relatado em várias ocorrências pelo policial assassinado por crimes de ameaça de morte contra pessoas e por coação de testemunha em processo em curso.
Segundo o delegado. Dr. Rinaldo Moreira, além das informações passadas por pessoas da sociedade relatando que o ator do crime seria o pintor, inclusive no caso batendo as características físicas com o assassino do policial, no bagageiro de uma moto de origem paraguaia abandonada pelo criminoso na hora da fuga, os policiais também encontraram um recipiente com tinta de cor vermelha, o que reforçaria ainda mais as denúncias dos populares.
A comprovação da autoria do crime por parte de Gustavo Barros Benites também foi fortalecida, segundo o delegado responsável pelas investigações, pelo fato de diversas pessoas terem visto o acusado transitando regularmente em Paranhos, no Brasil e em Ypejhú no Paraguai com a mesma motocicleta abandonada pelo assassino durante a fuga após o crime.
Delegado vai pedir a prisão
Apesar de já está com a prisão preventiva decretada pela Justiça de Sete Quedas, comarca a qual o município de Paranhos pertence, o delegado encarregado pelas investigações do caso, Dr. Rinaldo Moreira, informou que irá representar pela prisão preventiva de Gustavo Barros Benites, também pelo assassinato do policial Marcilio de Souza.
De acordo com o delegado, neste momento Gustavo Barros está sendo procurado por forças policiais dos dois lados da fronteira.
Equipes da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio da Polícia Militar realizam buscas do lado brasileiro, enquanto a Polícia Nacional do Paraguai, inclusive com apoio de uma equipe de investigação da capital do departamento (estado) de Canindeyú, procuram pelo acusado do lado paraguaio da fronteira.
A expectativa, segundo Dr. Rinaldo Moreira, é que o acusado seja localizado e preso o mais breve possível.
Marcílio havia sofrido ameaças
O policial civil Marcílio de Souza, que no momento que foi surpreendido pelo assassino estava com duas armas, um revólver calibre 38 e uma pistola calibre ponto 40 milímetros, na cintura, teria chegado a comentar, segundo o delegado encarregado pelo caso, que vinha sofrendo ameaças anônimas, mas não teria se intimidado com a situação.
Marcílio de Souza atuava há cerca de dez anos junto a Delegacia de Polícia Civil de Paranhos, período que ajudou a investigar e desvendar vários crimes que inclusive resultaram em prisões de criminosos considerados de alta periculosidade, que atuavam naquela região de fronteira.




