Policial
Polícia diz que esposa esperou tempo certo para atirar no policial e desmente legítima defesa
Midia Max
03 de Abril de 2013 - 09:53
Mesmo tendo dito Espera aí que eu vou te matar e em seguida trancado o portão de casa, Maria Rangel, 46 anos, afirmou legítima defesa ao assassinar o marido, o PM aposentado Gumercindo Rosas do Nascimento, 74 anos, no dia 28/02, em Campo Grande. Com os depoimentos e o laudo pericial em mãos, a polícia concluiu o inquérito e desmente a versão da autora, constatando que ela esperou o momento certo para agir.
Assim que desceu do carro, Maria Rangel disse que trancou o portão. O marido teria pego uma barra de ferro para agredi-la nas costas e na barriga. Mas, como isso ocorreu se o portão estava trancado e o laudo confirmou que ela não tinha nenhum hematoma, diz o delegado Miguel Said, responsável pelas investigações.
Já dentro da casa, Maria Rangel teria se trancado no quarto, onde estariam algumas armas. Em depoimento, a nora de Maria Rangel, disse que elas estavam juntas. Mas, no dia do crime, também disse que Gumercindo permanecia sentado em uma mesa do centro da sala, com a barra de ferro na mão.
Como ela conseguiu ver as duas coisas ao mesmo tempo. Na verdade, a nora estava em outro ambiente da sala, tanto que depois que ela viu Maria Rangel com a arma, assim que ela saiu do quarto e pediu a ela para não atirar. Todas estas afirmações casam com o laudo pericial, explica ao Midiamax o delegado Said.
Com a arma em punho, Maria Rangel teria saído do quarto. O laudo aponta que o tiro dado na vítima foi de cima para baixo, sendo que Gumercindo ficou com a bala alojada no crânio. Ele caiu para frente, conforme as manchas de sangue na parede da casa. E a vítima era 10 cm mais alta, sendo que Maria estava em uma escada ou outro móvel que a deixou em um patamar mais alto que a vítima, conta o delegado Said.
Assim que cometeu o crime, ela entrou em contato com o filho, em Presidente Prudente (SP). Ela alegou que não se apresentou a polícia no outro dia porque estava aguardando a chegada do filho. Mas no outro dia ele já estava em Campo Grande e da mesma maneira ela não se entregou a polícia. A intenção dela era fugir, mas como todas as forças policiais estavam envolvidas neste crime, Maria percebeu que não tinha saída, ressalta o delegado Said.
Juntamente com o advogado, quatro dias depois da tragédia, Maria foi a 1ª Delegacia de Polícia. A prisão temporária dela será convertida e preventiva e, conforme o inquérito policial, Maria poderá responder por homicídio doloso por uso de arma de fogo, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima, finaliza o delegado Said.




