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Policial

Polícia do RS indicia criminalmente 16 pessoas por tragédia na boate Kiss

Delegado de Santa Maria apresentou hoje o resultado do inquérito, que aponta que 35 pessoas tiveram responsabilidade pelas mortes no incêndio que atingiu casa noturna

iG

22 de Março de 2013 - 16:00

 O delegado regional de Santa Maria, Marcelo Arigony, disse em entrevista coletiva nesta sexta-feira (22) que a Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou criminalmente 16 pessoas pelo incêndio na boate Kiss, tragédia que aconteceu no último dia 27 de janeiro em uma casa noturna da cidade e matou 241 pessoas.

Isso porque a polícia apresentou hoje o resultado do inquérito, que aponta que 35 pessoas tiveram responsabilidade pelas mortes. Deste total, nove pessoas foram indiciadas apenas por improbidade administrativa. Além disso, o texto aponta culpa de outros nove bombeiros, mas estes casos serão encaminhados para a Justiça Militar. Caberá ao Tribunal Militar apurar a conduta dos bombeiros Moisés da Silva Fuchs, Alex da Rocha Camillo, Robson Viegas Müller, Sergio Rogerio Chaves Gulart,Dilmar Antônio Pinheiro Lopes, Puciano Vargas Pontes, Eric Samir Mello de souza, Nilton Rafael Rodrigues Bauer e Tiago Godoy de Oliveira.

Entre os indiciados também está o vocalista e líder da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, que será enquadrado 241 vezes por homicídio doloso por dolo eventual. O número é correspondente ao número de pessoas que morreram por causa do incêndio. Os três donos da boate, Elissandro Callegaro Spohr, Mauro Londero Hoffman e Ricardo de Castro Pasche, também foram indiciados pelo mesmo crime.

O caso

A tragédia ocorreu na madrugada de 27 de janeiro, às 3h17, quando uma fagulha de um sinalizador usado pela banda em show pirotécnico chegou ao teto da casa noturna e queimou a espuma de revestimento acústico. O fogo se alastrou rapidamente e gerou uma fumaça formada por monóxido de carbono com cianeto que matou 241 pessoas, pois 100% delas foram mortas por asfixia. O desastre ainda deixou, até o momento, 623 feridos. O inquérito foi feito pela Polícia Civil em 54 dias e tem 13 mil páginas, divididos em 52 volumes, já que mais de 810 depoimentos foram colhidos.