Policial
Polícia investiga se homem atirou em delegacia a mando de facção criminosa
Por volta de 2h da madrugada desta quinta, Adeilson disparou cinco tiros em frente à delegacia, que fica na Rua Cuiabá, área central de Dourados
Campo Grande News
21 de Janeiro de 2016 - 10:27
Os tiros disparados na madrugada desta quinta-feira (21) em frente ao prédio da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados podem ter sido um atentado contra Polícia Civil. A história contada por Adeilson Alvarenga de Souza, 31, de que teria atirado em Nelson Luiz da Silva, 34, não convenceu os policiais.
O site apurou que Adeilson seria integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Com 15 anos de condenação por vários assaltos, ele estava foragido do presídio semiaberto e pode ter feito os disparos por raiva de investigadores do SIG (Serviço de Investigações Gerais).
Até agora a polícia não encontrou nenhuma ligação de Adeilson com Nelson da Silva, que afirma também não conhecer o autor dos tiros e nega que tenha falado dele ou feito qualquer denúncia. Nelson da Silva estava na linha de tiro, mas não chegou a ser atingido.
Ao ser preso pela Polícia Militar depois de tentar fugir de moto, Adeilson disse que tentou matar Nelson por ele ser cagueta, que na gíria policial significa dedo-duro ou informante da polícia.
O atentado Por volta de 2h da madrugada desta quinta, Adeilson disparou cinco tiros em frente à delegacia, que fica na Rua Cuiabá, área central de Dourados. Os disparos atingiram a grade do prédio e o tronco de uma árvore.
Após efetuar os disparos, Adeilson fugiu do local em alta velocidade pela rua Cuiabá, usando uma motocicleta Yamaha de cor preta. Uma equipe da PM perseguiu o autor e o alcançou no cruzamento da rua Porto Alegre com Pureza Carneiro Alves, onde a moto bateu no meio-fio e o condutor caiu.
A polícia aprendeu com Adeilson um revólver calibre 38 com cinco cápsulas deflagradas, quatro munições intactas e três trouxinhas de cocaína.




