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Policial

Polícia prende suspeito de atear fogo em casa onde idosa cadeirante morreu

Conforme o relato de um dos familiares, o suspeito é uma pessoa de difícil convivência e que ameaçava constantemente as pessoas que moravam nas casas.

Campo Grande News

28 de Dezembro de 2013 - 08:24

Rosalvo Basílio, que não teve a idade divulgada pela polícia, foi preso durante a madrugada deste sábado (28) suspeito de ter incendiado a casa de parentes, no bairro Guanandi, e causado a morte da idosa Licinéia Aparecisa Moreira dos Santos, de 71 anos, que era cadeirante e teve dificuldades para sair da residência.

De acordo com informações da Polícia Civil, Rosalvo estava no cômodo onde as chamas iniciaram e, além dele e da idosa que morreu, outras 11 pessoas dormiam no momento do incêndio. As duas casas que existiam no mesmo terreno, localizado na Rua Marim, foram destruídas.

Parentes contaram à polícia que Rosalvo é usuário de drogas e alcoólatra. Conforme o relato de um dos familiares, o suspeito é uma pessoa de difícil convivência e que ameaçava constantemente as pessoas que moravam nas casas.

Durante todo o dia de ontem, Rosalvo permaneceu transtornado e xingava as pessoas que passavam pela rua. Depois do início do incêndio, o suspeito fugiu e foi preso pela Polícia Militar horas depois em um bar localizado na Avenida Marechal Rondon, na Capital.

Apesar dos indícios, o suspeito negou ter incendiado a casa. Rosalvo permanece preso e uma nova perícia será feita na residência para identificar a causa do fogo.

Tragédia – Licinéia estava em um dos cômodos da casa e ficou presa em meio a fumaça. Policiais militares foram os primeiros a chegar no local e iniciaram o socorro das vítimas. Mesmo tirando tábuas das paredes da casa, ao militares não conseguiram socorrer a idosa que morreu no local. O corpo dela foi totalmente carbonizado.

Além da idosa, um adolescente de 15 anos sofreu queimaduras nas costas e foi socorrido até a Santa Casa da Capital em estado estável. Conforme o Corpo de Bombeiros, 7 mil litros de água foram usados no combate às chamas.

A reportagem do Campo Grande News esteve na residência nesta manhã, mas foi hostilizada por parentes. Os familiares afirmaram que não irão falar sobre o assunto.