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Policial

Polícia quer comandas de bar onde estudante de Medicina teria bebido

O registro será anexado como prova do crime de embriaguez ao volante no inquérito policial.

Correio do Estado

22 de Novembro de 2017 - 14:53

A Polícia Civil pedirá a relação de comandas de um bar localizado nos Altos da Afonso Pena, em Campo Grande. A suspeita é de que o estudante de Medicina João Pedro da Silva Miranda, de 23 anos, envolvido no acidente que matou a bacharel em Direito Carolina Albuquerque Machado, 24, estivesse bebendo no local.

Conforme apurado pelo site, o objetivo é confirmar a denúncia de que o rapaz ingeriu bebidas alcoólicas no estabelecimento, antes de sair com a caminhonete e atingir em alta velocidade o automóvel da vítima. O registro será anexado como prova do crime de embriaguez ao volante no inquérito policial.

Outras informações enviadas por testemunhas apontam ainda que o estudante esteve em outro bar, que fica na Rua Euclides da Cunha, no centro. Ontem à tarde, investigadores apreenderam discos rígidos com as imagens das câmeras de segurança do condomínio, que fica no Jardim Veraneio, onde mora um amigo de João Pedro. Ele teria passado a tarde bebendo no local.

Para conseguir os discos rígidos, a polícia precisou recorrer à empresa responsável pelo monitoramento. De forma suspeita, as imagens haviam sido apagadas dos computadores do terminal que fica no residencial, motivo pelo qual foi recorrer à central para ter acesso aos dispositivos que serão encaminhados para perícia.

MAIS INVESTIGAÇÕES

Ontem, a Polícia Civil protocolou pedido de quebra de sigilo telefônico, bancário e virtual do estudante. Conforme o delegado  Geraldo Marim Barbosa, responsável pelo caso junto à 3ª Delegacia de Polícia, o objetivo também é descobrir se ele ingeriu bebida alcoólica pouco antes da batida. "Precisamos confirmar onde ele estava, com quem conversou e se fez uso do cartão para comprar bebida, por exemplo, isso vai ajudar a desvendar algumas situações", explicou.

O CASO

O acidente aconteceu na Avenida Afonso Pena, próximo ao Shopping Campo Grande, na madrugada de 2 de novembro. Conforme divulgado pelo Batalhão de Trânsito de Polícia Militar, a caminhonete Nissan Frontier conduzida por João Pedro trafegava a cerca de 160 quilômetros por hora na avenida. Em razão da alta velocidade, não foi capaz de desviar do veículo Fox ocupado por Carolina e o filho de três anos. Já era mais de meia-noite e ela havia furado o sinal para acessar a Avenida Paulo Coelho Machado, no Bairro Chácara Cachoeira. Com o impacto, o Fox foi arremessado por cerca de 110 metros. 

Carolina não resistiu e morreu no local. O filho dela e o irmão do condutor da caminhonete foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros, mas sem ferimentos graves. No local, testemunhas relataram que o autor desceu da caminhonete, embriagado, falou ao celular e disse que havia sido orientado pelo pai a fugir às pressas, para que não fosse autuado em flagrante. Ele ainda não foi apresentado. O irmão dele disse que ambos saíram na Frontier para passear nos Altos da Afonso Pena e encontrar amigos. Ele alegou que todos os sinais estavam verdes, mas que não tinha noção da velocidade em que estavam se deslocando.  O estudante chegou a ser preso, mas responde em liberdade.